Justiça argentina começa investigação sobre acidente de helicópteros
Internacional|Do R7
Buenos Aires, 11 mar (EFE).- A Justiça Federal da Argentina começou nesta quarta-feira a investigação para determinar as causas do acidente de helicópteros ocorrido na província de La Rioja, que causou na segunda-feira a morte de dez pessoas, entre elas três atletas franceses, informaram à Agência Efe o juiz Daniel Herrera Piedrabuena, encarregado da causa. "O juizado federal está a frente da investigação. Estou tomando as primeiras medidas sobre os depoimentos que vou colher hoje ou amanhã", explicou o juiz. Piedrabuena viajou hoje à cidade de Villa Castelli, a 300 km da capital provincial, onde na segunda-feira os dois helicópteros colidiram no ar por causas que ainda desconhecidas. "Tenho que tomar os depoimentos para saber a realidade dos fatos com base nas pessoas que esteve perto do lugar", disse o magistrado. No acidente, que aconteceu pouco depois da decolagem, morreram os dois pilotos argentinos dos helicópteros e oito franceses que participavam de um reality show de aventura e estavam viajando para começar as gravações. Entre as vítimas francesas estão três renomados atletas: a velejadora veterana Florence Arthaud, a nadadora Camille Muffat, ouro nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, e o boxeador Alexis Vastine, bronze em Pequim 2008. "Estou aqui para passar tranquilidade a estes cidadãos franceses que estão muito preocupados perante semelhante drama", acrescentou Piedrabuena com relação aos integrantes do programa que ficaram em terra e atualmente estão hospedados em uma cidade próxima a Villa Castelli. A Justiça também esperava para hoje a chegada de especialistas franceses que colaborarão na investigação e na identificação dos corpos. "Vamos fazer uso de um convênio que temos com peritos legistas em nível internacional para que junto a peritos da província possam fazer os estudos correspondentes a corpos que estão totalmente irreconhecíveis", disse Piedrabuena. Os corpos estão em dois hospitais de La Rioja, a capital provincial. O processo de reconhecimento ainda não começou e, por isso, não há previsão de serem enviados à França. EFE ayv/cdr









