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Justiça francesa arquiva denúncia de abuso de incapaz ao criador de Asterix

Internacional|Do R7

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Paris, 11 dez (EFE).- A Justiça francesa arquivou a denúncia apresentada pela filha do desenhista Albert Uderzo, um dos criadores do personagem de história em quadrinhos Asterix, que considerava que pessoas do entorno de seu pai tinham se beneficiado de sua fraqueza mental para abusar de sua fortuna, afirmou nesta quarta-feira a procuradoria. Por sua vez, Sylvie Uderzo, que tinha apresentado o processo em 2011, mostrou interesse em recorrer da decisão tomada ontem pelos juízes instrutores de Nanterre, nos arredores de Paris. Ao contrário do que considera a filha do desenhista, os juízes acreditam que Albert Uderzo, atualmente com 86 anos, está "lúcido" e que "tem plena capacidade de tomar suas decisões". Na semana passada, em entrevista a uma rádio, Sylvie declarou que "em certa idade uma pessoa pode ser manipulada" e disse que "advogados e contadores" eram "abutres". Sylvie afirmou que os assessores de seu pai estão contra ela -"porque devo incomodar" - e, embora sustente que o desenhista "não está senil", afirmou que ele se deixou influenciar. O caso começou em 2007, quando a filha do desenhista e seu marido foram demitidos da editora Albert René, que publica as histórias do célebre personagem criado em 1959 por Albert Uderzo e pelo roteirista René Goscinny. No centro da discórdia estava a decisão de vender a editora ao poderoso grupo Hachette, transação à qual se opunha Sylvie Uderzo. Quatro anos mais tarde, a filha do desenhista cedeu à pressão, mas apresentou uma denúncia perante a Justiça afirmando que pessoas que rodeavam seu pai estavam se aproveitando de sua fraqueza mental. Desde então, os juízes instrutores vinham estudando a causa, interrogando em diversas ocasiões o desenhista e a sua esposa Ada, para enfim concluir que não se pode sustentar o delito de abuso de incapaz. Segundo diversos veículos de comunicação, Sylvie Uderzo embolsou 30 milhões de euros pela venda de sua parte da editora. Asterix, um dos personagens de história em quadrinhos mais populares do mundo, vendeu mais de 350 milhões de livros, traduzidos para 111 línguas e dialetos, ao que se somam outros direitos, como os procedentes do cinema e do marketing. Em comunicado, o desenhista expressou seu desejo que esta decisão "acabe com o alarde judicial e midiático" orquestrado por sua filha e seu genro. No entanto, no último dia 2 de dezembro, Albert Uderzo apresentou uma denúncia contra eles por "violência psicológica" por "dano moral" sofrido. Sylvie Uderzo afirmou na semana passada que há um ano que não fala com o pai, e que ele não responde às mensagens dela. Segundo ela, a luta judicial destroçou sua família, em particular seus filhos, distanciados do avô. EFE lmpg/cdr-rsd

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