Kerry busca com Ban uma forma de pressionar Síria e Coreia do Norte
Internacional|Do R7
Washington, 14 fev (EFE).- O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, John Kerry, consultou nesta quinta-feira o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre novas formas de pressão à Síria e à Coreia do Norte, ao tempo que avaliou o início das negociações para uma zona de livre comércio com a União Europeia (UE). Kerry, que assumiu o cargo há menos de duas semanas, recebeu pela primeira vez Ban e também a alta representante da UE para Relações Exteriores, Catherine Ashton, com que manteve reuniões separadamente. Após revelar que está trabalhando para tentar convencer o presidente sírio, Bashar al-Assad, de que sua única opção é renunciar ao poder, Kerry pediu conselhos a Ban sobre a forma de conseguir isso. Ban considerou necessário avançar rumo a um consenso no Conselho de Segurança da ONU e aproveitar a oferta de Ahmed Moaz al-Khatib, líder da coalizão opositora CNFROS, para entabular um diálogo direto com representantes do regime de Damasco. "Esta é uma oportunidade que não devemos perder", ressaltou. O secretário de Estado indicou que durante uma conversa por telefone nesta quinta-feira o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Saud al-Faisal, lhe assegurou que o conflito na Síria já pode ter causado 90 mil mortes. Kerry, que manteve uma relação de amizade com Al-Assad antes do começo do conflito na Síria, prometeu que a situação nesse país será um tema central de sua próxima visita à região, no início de março. No entanto, a sua porta-voz, Victoria Nuland, garantiu que ele não irá a Damasco. Kerry e Ban voltaram a condenar o teste nuclear produzido na segunda-feira pela Coreia do Norte, e o americano se comprometeu a "acelerar a coordenação" com o Grupo dos Seis - as duas Coreias, EUA, China, Rússia e Japão - "para garantir uma reposta apropriada, forte, rápida e crível". Com Ashton, Kerry teve uma reunião centrada nas recém-anunciadas negociações para um acordo de livre comércio entre EUA e UE. "Acredito que há enormes possibilidades (de um acordo). Sabemos que há dificuldades, mas acho que é um momento no qual podemos fazê-lo", avaliou o americano. Ashton, por sua vez, considerou que o início das negociações é "muito emocionante" em ambos os lados do Atlântico, e acredita que as duas partes podem chegar a um denominador comum "em um tempo razoável". Durante sua reunião, Kerry e Ashton também falaram sobre a Síria, o processo de paz entre israelenses e palestinos e o recém-iniciado diálogo de alto nível entre Sérvia e Kosovo. EFE llb/pa (foto)










