Kerry pede à Rússia um plano vinculativo e com consequências para a Síria
Internacional|Do R7
Washington, 10 set (EFE).- O secretário de Estado americano, John Kerry, disse nesta terça-feira que um plano para a destruição do arsenal químico sírio deve ser "vinculativo" e prever "consequências" no caso de a Síria não cumpri-lo. Kerry afirmou em uma videoconferência pública pela internet que falou hoje com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, e espera que este lhe envie nas próximas horas os detalhes de uma proposta que acabe com todas as armas químicas do regime de Bashar al Assad. O secretário de Estado americano assegurou que o início de um processo "verificável, transparente e com consequências" é preferível a uma intervenção militar, mas ressaltou que a opção militar está sobre a mesa se não forem cumpridos os compromissos de desarmamento, já que o uso de armas químicas constitui um problema que afeta a segurança nacional dos Estados Unidos. Kerry disse que a resolução do Conselho de Segurança que derivar das negociações entre EUA e Rússia, nas quais também participam Reino Unido e França, deve ser vinculativa e ter "consequências se alguém minar as regras do jogo". Além disso, pediu que o processo para concretizar o plano de desarmamento seja realizado de maneira "rápida". "É necessário que tenhamos acesso sem limites a todas as instalações... deve ser transparente, implementável e verificável", exigiu. O chefe da diplomacia americana também reagiu à afirmação do ministro das Relações Exteriores sírio, Walid Muallen, que Damasco revelará a localização das instalações de armamento químico e assinará a Convenção para a Proibição de Armas Químicas de 1993. "Espero que ele e Bashar al Assad aproveitem esta oportunidade para conseguir a paz na Síria e que cumpram o que prometem a respeito da Convenção de Armas Químicas", declarou Kerry. Do mesmo modo, o americano pediu ao regime sírio que se comprometa a revitalizar o processo de negociações de Genebra "para que os sírios possam escolher um futuro em paz que proteja os direitos de todos na Síria". EFE jmr/rsd (foto)












