Lâmpada explode e causa pânico e correria na França
Dois dias depois do maior atentado no país, a população está com medo de novos ataques
Internacional|Do R7, com Rede Record

Dois dias depois do maior atentado da França — que deixou mais de 120 mortos — a população está com medo. A explosão de uma lâmpada de um restaurante provocou pânico e correria.
Neste domingo (15), flores e velas formavam o cenário nos principais locais que foram atacados: a casa noturna Bataclan e a rua dos restaurantes Carrilon e Le Petit Cambodge. A emoção tomou conta de muitos franceses.
Algumas vítimas já foram identificadas. Nos pontos turísticos, ainda é feita muita segurança e eles estão fechados.
As autoridades francesas tentam, agora, montar um quebra-cabeça para descobrir como os terroristas conseguiram furar a segurança e matar tantas pessoas. Um carro com três metralhadoras Kalishnikov foi encontrado no subúrbio de Paris.
Segundo os promotores, os terroristas se dividiram em três grupos para coordenar os ataques. Sete pessoas se explodiram.
Três irmãos podem ter participado dos atentados.
O corpo de um deles foi encontrado na casa de espetáculos Bataclan. O outro foi preso na Bélgica. Ainda não se tem notícias do terceiro. Acredita-se que ele possa ser um dos terroristas ainda não identificados, ou estar em fuga.
A Bélgica prendeu, ao todo, sete pessoas. A operação perto de Bruxelas começou depois que dois carros com placas belgas foram encontrados perto dos locais dos ataques.

Segundo as autoridades, dois terroristas eram franceses que viviam na Bélgica. No Bataclan, a polícia conseguiu identificar, por meio das digitais, a identidade de um suicida: Ismail Omar Mostefai, um francês de 29 anos, que vivia no sul de Paris.
Ele tinha descendência afegã. Era conhecido pelas autoridades por ter se radicalizado em 2010, mas nunca tinha sido preso. O pai e o irmão dele, além de outras pessoas da família, foram detidos para investigações.
Um vizinho do homem disse que ele era uma pessoa simpática, com quem já tinha conversado.
— Ficamos chocados quando soubemos que ele fez parte disso.
Um outro terrorista pode ter entrado na França junto com outros refugiados da guerra no Oriente Médio. O passaporte de um sírio foi encontrado ao lado do corpo de um suicida. Grécia e Sérvia confirmaram que ele passou por esses territórios em outubro. Um passaporte egípcio também foi encontrado.
Mas as autoridades estão muito cautelosas para que essas informações não criem uma nova onda de xenofobia contra os imigrantes. O presidente da Comissão Europeia disse que o homem é um criminoso e não um refugiado.
Hoje, o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy se reuniu com o atual presidente François Hollande. Ele disse que não há ligação entre a onda de refugiados e os ataques, mas que a Europa vai ter que se unir para pensar em novas políticas imigratórias.
Na manhã desta segunda-feira (16), franceses homenageavam vítimas dos atentados. Eles levaram velas e flores para as pessoas que morreram após o massacre.
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