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Líbano declara Trípoli "zona militar" para evitar distúrbios

Internacional|Do R7

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Beirute, 2 dez (EFE).- As autoridades do Líbano declararam nesta segunda-feira a cidade de Trípoli, no norte do país, "zona militar" durante seis meses, o que significa que estará sob o comando do exército para tentar pôr fim aos distúrbios que já causaram 12 mortes. Em declarações a uma televisão privada libanesa, o primeiro-ministro em fim de mandato, Najib Mikati, anunciou hoje a decisão. Após uma reunião de segurança realizada no palácio presidencial de Baabda, Mikati assegurou que a decisão também foi tomada pelo presidente do país, Michel Suleiman, e o chefe do exército, Jean Kajwayi. Além disso, as autoridades divulgarão nas próximas horas o plano para restabelecer a segurança na cidade que inclui uma série de medidas que a população deverá acatar. Pelo menos 12 pessoas morreram e outras 108 ficaram feridas nos últimos dias com o aumento da violência em Trípoli, segundo a última apuração repassada à Agência Efe por fontes policiais. Além disso, os franco-atiradores continuam ativos na rota internacional que une Trípoli, cenário frequente de distúrbios relacionados com a crise síria, com a região de Akkar, no limite com a Síria. A tensão se mantém nos bairros de Bab el Tebaneh, de maioria sunita, e Jabal Mohsen, de predomínio alauita, seita à qual pertence o líder sírio, Bashar al Assad, mas também se estendeu para outras áreas. Desde o início da crise síria, em março de 2011, o Líbano foi palco de enfrentamentos entre partidários e opositores do regime de Damasco, de assassinatos, ataques na fronteira, atentados terroristas e sequestros. EFE ks/rsd

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