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Análise: estratégia de ‘paz pela força’ ganha espaço na Casa Branca

Nova rodada de ataques dos Estados Unidos ocorreu após ações iranianas contra embarcações comerciais

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os Estados Unidos realizaram a 10ª rodada de ataques contra o Irã, visando reduzir a capacidade iraniana de atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz.
  • Em resposta, o Irã atacou alvos no Bahrein, Kuwait e Jordânia, inclusive instalações da Amazon no Bahrein, e bases militares dos EUA.
  • Trump prometeu vingança pelas mortes de 17 soldados americanos, enquanto discute retomar a diplomacia.
  • Israel, com apoio dos EUA, considera atacar usinas de dessalinização no Irã, mas descarta o uso de armas nucleares.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As Forças Armadas dos Estados Unidos concluíram a 10.ª rodada de ataques contra o Irã. Segundo os militares, a ofensiva durou cerca de cinco horas. Washington afirmou que está tentando degradar a capacidade do Irã de continuar atacando navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz.

Na semana passada, o presidente Trump havia prometido expandir os alvos atingidos no Irã para incluir usinas de energia e pontes. Em resposta aos ataques norte-americanos, Teerã atingiu alvos no Bahrein, Kuwait e Jordânia. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado infraestruturas da empresa de tecnologia norte-americana Amazon no Bahrein.


Segundo Washington, a ofensiva busca reduzir a capacidade iraniana de ameaçar o tráfego marítimo no Golfo Reprodução/Record News

A mídia estatal iraniana afirmou que as forças iranianas também atacaram instalações de alojamento usadas por militares norte-americanos na base aérea de Sheikh Isa. O número de mortos entre tropas dos Estados Unidos subiu para 17. Trump prometeu vingança e afirmou que o Irã vai “pagar pela morte dos soldados”.

Para Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, um dos pontos na mesa de negociações de Trump é retomar a diplomacia. Porém, para ele, os ataques devem se intensificar, uma vez que “depois da assinatura do memorando, em menos de 12 horas depois, o Irã atacou um navio comercial”, portanto a retomada dos combates significaria que “o Irã não está cumprindo aquilo que prometeu”.


Cabral relembrou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, já teria conversado com Trump e conseguido que Israel se retirasse parcialmente do Líbano. Para o especialista, Netanyahu deseja participar dos ataques, contando com o apoio do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que seria o “principal elemento do gabinete norte-americano que vê a paz pela força”.

A proposta de Israel é bombardear usinas de dessalinização, que fornecem de 80% a 90% da água para a população, dependendo da região. Além disso, Trump declarou nesta terça-feira (21) que em breve atacará a montanha iraniana de Pickaxe. De acordo com Cabral, a opção de lançar uma arma nuclear de pequena potência está descartada, porém essa montanha deve ser a mais estratégica, e os iranianos, até agora, não mencionaram nada sobre ela nas negociações.

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