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Líbano vai entrar no acordo de cessar-fogo, mas será difícil o Hezbollah se desarmar, diz especialista

Último ataque israelense em Beirute matou 250 pessoas; Irã diz que não fechará acordo sem inclusão dos libaneses

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Recentes bombardeios israelenses em Beirute deixaram cerca de 250 mortos.
  • O Hezbollah enfrenta desafios para desarmar, enquanto o Líbano pode entrar em acordo de cessar-fogo sob pressão dos EUA.
  • Donald Trump afirma que o Líbano não faz parte do acordo, apesar da pressão da União Europeia para sua inclusão.
  • O especialista Igor Lucena acredita que Israel acabará negociando diretamente com o Líbano, envolvendo o Hezbollah no acordo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O bombardeio recente na capital do Líbano, Beirute, deixando cerca de 250 mortos, evidenciou que os ataques entre Israel e o grupo terrorista Hezbollah serão um dos pontos que podem colocar em risco o acordo de cessar-fogo firmado entre Estados Unidos e Irã.

De acordo com as exigências iranianas, o Líbano deve ser beneficiado pela trégua temporária e, segundo eles, caso isso não venha a acontecer, “nenhum acordo será firmado”. Em contrapartida, Donald Trump afirmou que o acerto sobre o conflito não envolve a nação libanesa.


Autoridades israelenses ouvidas pela agência de notícias Reuters declararam que o país tem se preparado para um embate prolongado; as forças militares passaram a criar zonas-tampão, como fizeram na Síria após ataques do Hamas.

Acho muito difícil a gente ver o Hezbollah desarmado [...] Mas eu também acho que vai acabar com o Líbano entrando no acordo de cessar-fogo, para manter o grande acordo, principalmente por pressão dos Estados Unidos, mas será muito difícil assistirmos a uma desmilitarização do Hezbollah”, explicou o doutor em relações internacionais Igor Lucena, em entrevista ao Conexão Record News.


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Apesar de o Irã exigir a integração do Líbano ao acordo de cessar-fogo e Donald Trump ser firme ao ressaltar que o país não fará parte da trégua temporária, a chefe da diplomacia da União Europeia se manifestou em prol da inclusão.

De acordo com Kaja Kallas, as ações israelenses podem colocar os termos discutidos para uma paz temporária sob forte pressão, ressaltando que os ataques de Israel mataram centenas de pessoas na noite passada, tornando “difícil argumentar” que tais ações se enquadrariam em legítima defesa. Mas, apesar de sua declaração, ela manteve forte sua posição de que o grupo terrorista Hezbollah deve se desarmar.


Segundo o especialista, Israel vai acabar fechando um acordo diretamente com os extremistas ou mesmo com o Líbano, porque, nas palavras dele, “os custos estão altos demais para os apoiadores de Israel do ponto de vista internacional”.

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