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Líder pró-europeu Arseni Yatseniuk é designado premiê da Ucrânia

O novo governo do país é formado por muitos que participaram dos protestos em Kiev

Internacional|Do R7

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O pró-europeu Arseni Yatseniuk foi designado na noite desta quarta-feira (26) primeiro-ministro ucraniano, enquanto foram registrados confrontos entre manifestantes pró-russos e partidários das novas autoridades ucranianas ma Crimeia.

O novo governo ucraniano é formado por várias personalidades do movimento de contestação. Ele foi solenemente anunciado pelo Conselho da Maidan, que reúne os líderes políticos dos protestos ucranianos, da sociedade civil e dos grupos radicais, na emblemática praça da Independência (Maidan).


Essas nomeações devem ainda ser confirmadas pelo Parlamento na quinta-feira.

Confrontos entre manifestantes pró-russos e partidários do novo governo ucraniano são registrados na Crimeia


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Aos 39 anos, Arseni Yatseniuk assumirá o governo de união nacional até a realização de uma eleição presidencial antecipada, prevista para 25 de maio. Membro do partido da opositora Yulia Tymoshenko, ele já foi ministro da Economia e das Relações Exteriores.

O novo premiê deverá enfrentar a difícil tarefa de impedir que a Ucrânia declare falência e conter as tendências separatistas cada vez mais vivas no sul do país, principalmente na Crimeia, península autônoma onde grande parte da população se identifica com Moscou.


Mais de 5.000 pessoas se reuniram nesta quarta-feira em frente ao Parlamento da Crimeia, na capital provincial Simferopol. Pró-russos exigiam um referendo sobre o estatuto da Crimeia, enquanto os tártaros, uma comunidade muçulmana, estavam decididos a defender a unidade da Ucrânia.

Em meio às manifestações, o corpo de um homem, aparentemente morto por um ataque cardíaco e sem apresentar sinais de violência, foi encontrado perto do Parlamento, segundo o Ministério regional da Saúde.

A Crimeia, que possui uma grande população de língua russa, é a região da Ucrânia mais suscetível a não reconhecer as novas autoridades em Kiev, depois da destituição do presidente Viktor Yanukovytch na semana passada. Mas o presidente do Parlamento local descartou qualquer debate sobre uma eventual separação.

Já Rússia ordenou a inspeção de suas tropas nos distritos militares do oeste e do centro com o objetivo de verificar se estão prontas para combate.

O presidente russo, Vladimir Putin, que dirigiu uma reunião do Conselho de Segurança russo sobre a situação na Ucrânia, ainda não se expressou publicamente sobre o assunto.

Três ex-presidentes ucranianos acusaram em um comunicado comum a Rússia de "intervir diretamente na vida política da Crimeia".

"Moscou deve provar seu respeito às escolhas do povo e do governo ucraniano", escreveram Viktor Yuchtchenko, Leonid Kutchma e Leonid Kravtchuk neste texto.

Sem aguardar a nomeação do novo governo, a Ucrânia solicitou "um mandado de busca internacional" contra Viktor Yanukovytch, acusado na Ucrânia por "assassinatos em massa", anunciou o procurador-geral interino Oleg Makhnitski. "Yanukovutytch é procurado internacionalmente", declarou Makhnitski durante uma entrevista coletiva à imprensa.

"De acordo com nossas informações, ele ainda está na Ucrânia", disse o procurador-geral adjunto.

O Kremlin não possui informações que permitam afirmar que Viktor Yanukovytch esteja perto de Moscou, como havia afirmado uma rede de notícias russa, indicou nesta quarta o porta-voz de Vladimir Putin, Dmitri Peskov.

Antes, o ministro do Interior interino Arsen Avakov havia anunciado a dissolução das forças especiais antimotins, temidas e odiadas pelos manifestantes depois dos episódios de violência das últimas semanas.

As Berkut estiveram na linha de frente da repressão aos opositores na Ucrânia e foram flagrados atirando contra a multidão. Os confrontos da semana passada Kiev deixaram 82 mortos.

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