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Líderes da região reconhecem Maduro; EUA põem eleição em dúvida

Internacional|Do R7

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Por Terry Wade e Marco Aquino

LIMA, 18 Abr (Reuters) - Líderes da América do Sul fazem nesta quinta-feira no Peru uma demonstração coletiva de apoio ao presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, disseram autoridades, enquanto os Estados Unidos se alinham à oposição venezuelana no pedido de recontagem dos votos.

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Maduro participará da reunião da União Sul-Americana de Nações (Unasul) em Lima um dia antes de sua posse, na sexta-feira. Ele foi nomeado pelo falecido presidente Hugo Chávez, que morreu em março, como seu sucessor político.

Protestos irromperam na Venezuela depois que Maduro venceu a eleição de domingo por menos de 2 pontos percentuais, e pelo menos oito pessoas já morreram em protestos subsequentes organizados pela oposição, que alega ter havido fraude.

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Antes de embarcar para Lima, Maduro fez um discurso transmitido pela TV, dizendo que "na Venezuela nós não temos uma oposição, temos uma conspiração permanente apoiada pelos Estados Unidos."

O presidente esquerdista da Bolívia, Evo Morales, disse que os Estados Unidos não têm o direito de questionar a vitória de Maduro, já que o presidente George W. Bush conquistou a reeleição por uma margem semelhante, em 2004.

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"Isso é claramente uma interferência", disse Morales em La Paz. "Condenamos e repudiamos isso. Não vamos permitir que a Bolívia ou a América Latina sejam tratadas como quintal do governo dos EUA."

Na quarta-feira, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse ao Congresso que é favorável a uma recontagem dos votos na Venezuela por causa de possíveis irregularidades.

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Partidários de Maduro têm repetidamente defendido a legitimidade da sua vitória e feito referências à eleição presidencial de 2000 na Flórida, quando a Suprema Corte suspendeu uma recontagem na Flórida e Bush foi declarado vencedor naquele Estado por apenas 537 votos.

Embora já se esperasse que líderes sul-americanos moderados manifestassem apoio a Maduro, parecia improvável que eles criticassem Washington tão abertamente quanto Morales.

Os governos de Brasil, Peru, Equador, Colômbia, Bolívia e Argentina, entre outros, já reconheceram o resultado da eleição, ao contrário dos Estados Unidos.

A União Europeia se declarou "preocupada pela crescente polarização na sociedade venezuelana" e sugeriu que as autoridades do país deveriam promover uma auditoria sobre o pleito.

O Peru detém a presidência rotativa da Unasul e os monitores eleitorais do grupo disseram que a vitória de Maduro foi legítima.

(Reportagem adicional de Carlos Quiroga, em La Paz; de Enrique Andres Pretel e Brian Ellsworth, em Caracas; de Patricia Velez, em Lima; e de Alejandro Lifschitz, em Buenos Aires)

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