Maduro chama opositores venezuelanos de "estúpidos perversos"
Internacional|Do R7
Caracas, 9 set (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rotulou de "estúpidos perversos" os opositores que apresentaram uma denúncia perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em Washington, nesta segunda-feira, por meio da qual pretendem anular as eleições de 14 de abril por suposta "fraude". "Querem que a CIDH tome uma decisão, não sei quando, que diga que eu não sou presidente da República? Por favor!", manifestou o chefe de Estado em entrevista coletiva no palácio presidencial em Caracas. Após lembrar que entre os países que não são signatários da CIDH está os Estados Unidos, que Maduro acusa de participar junto com opositores venezuelanos de planos para tirá-lo do poder e inclusive matá-lo, o presidente questionou se o objetivo dessa denúncia era uma invasão militar à Venezuela. "Denunciam para justificar uma invasão? Poderia pensar que são uns estúpidos, mas não fazem isso por serem estúpidos mas porque são perversos, ou podem ser estúpidos perversos", manifestou. A denúncia perante a CIDH foi formalizada por dirigentes da Mesa da Unidade Democrática da Venezuela (MUD), que reúne a maior parte da oposição cujo líder e ex-candidato presidencial derrotado, Henrique Capriles, vê o atual governante como "ilegítimo". O documento entregue nesta segunda-feira à CIDH "recolhe uma infinidades de violações importantes da Convenção Americana de Direitos Humanos (CADH) supostamente registradas nas eleições de abril, explicou aos jornalistas em Washington o sub-secretário executivo da MUD, Ramón José Medina. O objetivo da denúncia, resumiu Medina, é que a CIDH "restabeleça os direitos violados", entre eles o da realização de "eleições justas, livres e democráticas", e que "condene o Estado venezuelano". "Esperamos que as eleições do dia 14 de abril sejam anuladas e repetidas porque foram fraudulentas", acrescentou. Maduro, que ganhou o pleito por cerca de 200 mil votos de diferença segundo os resultados oficiais, sustentou que Medina e os outros líderes da MUD pertenceram ao "muito corrupto" partido democrata-cristão venezuelano e que agora "estão de joelhos perante o Departamento de Estado dos EUA." EFE arv/apc/rsd












