Maduro e Capriles garantem que venceriam fácil se houvesse uma nova eleição
Internacional|Do R7
Caracas, 2 mai (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o líder opositor, Henrique Capriles, garantiram nesta quinta-feira que venceriam com ampla vantagem se fossem repetidas as eleições que no último dia 14 de abril deram o triunfo ao primeiro e que o segundo impugnou judicialmente. "Se agora houvesse eleições, após o que vivemos nestes 15 dias, nós ganharíamos com 70% dos votos. Não tenho dúvida porque nosso povo reagiria frente ao fascismo, frente à direita intolerante, frente ao ódio", disse Maduro em uma cadeia nacional de rádio e televisão. A cadeia obrigatória de Maduro interrompeu uma entrevista coletiva de Capriles na qual este sustentou que em uma nova convocação às urnas mais de 60% dos eleitores votariam nele. O líder opositor garantiu que o resultado seria esse porque "seguem caindo as máscaras, seguem saindo as mentiras, e essa é a luta e essa é a mensagem". Maduro manifestou por sua vez que Capriles e os dirigentes "dos partidos fascistas da direita" querem recuperar o poder "para parar" a marcha da Venezuela, que procura se transformar, ressaltou, "em um país com miséria zero, um país socialista". Segundo o resultado do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), impugnado hoje mesmo por Capriles perante o Supremo Tribunal de Justiça, Maduro ganhou com uma diferença de 1,49 pontos percentuais, 225 mil dos pouco mais de 15 milhões de votos emitidos. O governante repetiu nos últimos dias que 900 mil eleitores ligados ao governo do presidente Hugo Chávez, que o nomeou seu herdeiro político, não foram votar devido à tristeza provocada pelo seu falecimento há quase dois meses. A participação no pleito foi praticamente igual à do dia 7 de outubro, quando Chávez ganhou com 1,6 milhões de votos sobre Capriles. EFE arv/rsd












