Maduro garante que apresentará provas da "conspiração" militar americana
Internacional|Do R7
Caracas, 14 abr (EFE).- O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou neste domingo que apresentará amanhã "provas diretas" sobre ações da "conspiração" que o levaram a expulsar dois adidos militares da embaixada dos Estados Unidos em Caracas. Maduro afirmou que com os Estados Unidos "sempre há dificuldades, porque eles sempre estão conspirando, mas nós amanhã vamos apresentar provas diretas do intervencionismo de funcionários da embaixada americana na situação interna da Venezuela". As relações entre a Venezuela e os EUA estão congeladas desde 2010. Em 5 de março, horas antes de ser anunciada a morte do presidente Hugo Chávez, Maduro informou sobre expulsão de dois adidos militares da embaixada americana por "proporem projetos desestabilizadores" a militares venezuelanos. Maduro se perguntou hoje após votar nas eleições em que ele é candidato o que se "passaria" se um militar da embaixada da Venezuela em Washington "buscasse militares no Pentágono para propor que não reconheçam a autoridade do presidente americano, Barack Obama, ou para que peguem em armas". "Seria o escândalo do século, verdade?", contestou. Maduro afirmou ainda que não aceitará "jamais" que seja "normal que funcionários americanos busquem militares venezuelanos e ofereçam dinheiro e peçam para que desconheçam a autoridade do presidente e das instituições". "Enquanto estivermos aqui como presidente e a revolução for governo, na Venezuela não se aceitará que se humilhe sua dignidade por parte de nenhum império, portanto regularizar as relações diplomáticas depende deles se retificarem", exigiu. Em represália à saída dos adidos militares, o governo de Obama expulsou posteriormente dois funcionários da embaixada venezuelana em Washington, que em 20 de março foram condecorados em Caracas pelo chanceler, Elías Jaua. O chefe da diplomacia anunciou neste dia que estavam suspensas as conversas informais que ambos os países tinham iniciado em novembro para tentar regularizar os laços rompidos em 2010, desde quando os EUA não têm embaixador na Venezuela e vice-versa. EFE arv/dk (foto)












