Maduro nunca perguntou porque Chávez o escolheu como sucessor
Internacional|Do R7
Caracas, 11 abr (EFE).- O presidente encarregado da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta quinta-feira que Hugo Chávez "levou para a vida eterna a resposta" o porque de ter escolhido o atual candidato do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) como seu sucessor, entre vários membros do que chamou de "direção político-militar coletiva da Revolução Bolivariana". "Não sei, realmente. Nunca perguntei. Não tive chance de fazê-lo. A vida e a história responderão", disse Maduro em entrevista transmitida pela emissora estatal "VTV". Chávez pediu no dia 8 de dezembro, antes de ir à Cuba - para submeter-se a uma cirurgia por causa de um câncer na região pélvica -, que o povo escolhesse Maduro para sucedê-lo na presidência caso algo acontecesse. Para o candidato chavista, foi "uma combinação de afeto e de amor mútuo", pois desde que Chávez descobriu o câncer em meados de 2011, os dois ficaram "muito próximos". "Pensei tanto sobre esse tema durante os últimos meses e não tenho resposta. A única certeza que tenho é a de que ele estava preparando várias pessoas, porque somos uma equipe, membros da direção político-militar coletiva da Revolução Bolivariana", disse sem citar nomes. No entanto, o candidato do PSUV afirmou que desde que Chávez ganhou sua primeira eleição presidencial, em dezembro de 1998, ele escolheu Maduro como um dos executores de suas iniciativas, a partir da Assembleia Constituinte que redigiu, em 2000, uma nova Constituição. "Ele estava me preparando; ele me lançou à Constituinte, e depois ao cargo de deputado. Função que desempenhei por oito anos. Fui presidente da Assembleia Nacional porque ele me disse para ser. Depois, me nomeou ministro das Relações Exteriores", último posto que ocupou antes de ser escolhido como vice-presidente, após as eleições que Chávez ganhou no dia 7 de outubro de 2012. "Foi uma decisão muito firme que me surpreendeu, em primeiro lugar do ponto de vista dos sentimentos, da dor, porque eu nunca ambicionei ser presidente da República nem nada. Nunca ambicionei nenhum cargo na vida", ressaltou. "O gigante Chávez te dizer: 'se eu não puder continuar quero que você assuma o meu lugar', é algo estremecedor, mas aqui estou e resolvi assumir sua bandeira, completa, e eu não posso falhar. Não posso falhar com o povo, e nem com ele, porque Chávez é o gigante", repetiu Maduro. Maduro e o líder da oposição, Henrique Capriles, são os favoritos para ganhar o pleito que no próximo domingo, dia 14 de abril, decidirá quem vai se tornar o sucessor de Chávez e assumir o governo da Venezuela até 2019. EFE arv/apc/ma










