Maduro venceria Capriles em eventuais eleições antecipadas, aponta pesquisa
Internacional|Do R7
Caracas, 17 fev (EFE).- O vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, obteria 50% dos votos no caso de uma eventual eleição presidencial antecipada, enquanto o líder opositor, Henrique Capriles, alcançaria 36%, segundo uma pesquisa divulgada neste domingo pela pesquisadora Hinterlaces. De acordo com a enquete elaborada pela Hinterlaces, feita com base em 1.230 entrevistas realizadas entre os dias 30 de janeiro e 9 de fevereiro, 50% dos venezuelanos preferem Maduro como o futuro presidente venezuelano, caso Chávez não volte ao governo do país. Além disso, a pesquisa, que possui uma margem de erro de 2,9%, também aponta que 0,6% dos entrevistados não votariam em nenhum dos dois candidatos, enquanto 0,8% preferiram não responder. Os outros 12,6% restantes do eleitorado não foi especificado pela Hinterlaces. No poder desde 1999 e reeleito no último pleito de outubro de 2012, o atual presidente venezuelano, Hugo Chávez, não tomou posse no dia 10 de janeiro, como estabelece a Constituição, porque seu estado de saúde não lhe permitia voltar de Cuba, onde está hospitalizado desde dezembro após ter sido submetido a uma quarta operação contra o câncer. Os resultados da pesquisa Monitor País, que também avalia o desempenho da gestão governamental e da oposição, foram divulgados através da conta no Twitter da Hinterlaces e reproduzidos por vários veículos da imprensa local, entre eles a televisão estatal "VTV". Oficialmente, as únicas eleições convocadas neste ano são a dos pleitos locais, previstas para o próximo dia 14 de julho, mas as dúvidas em torno da evolução da saúde de Chávez alimentam várias conjunturas, que especulam desde a possibilidade de Chávez retornar ao poder para cumprir seu novo mandato (2013-2019) até, como ele mesmo já sugeriu, seu afastamento para abrir espaço para uma nova eleição. Além das intenções de voto, a pesquisa ressalta que 56% dos eleitores acreditam que Maduro venceria as eleições, enquanto 30% aposta em Capriles e 14% preferiu não responder. Segundo a Constituição venezuelana, as eleições antecipadas só seriam realizadas no caso da falta absoluta do presidente, ou seja, em caso de morte, renúncia e destituição decretada pelo Supremo Tribunal de Justiça. Uma vez declarada a falta, a Carta Magna estabelece que uma nova eleição deve ser realizada dentro de 30 dias, deixando interinamente a Presidência nas mãos do Presidente do Parlamento, se o líder não foi juramentado, ou nas do vice-presidente, caso já tenha sido juramentado. Em janeiro, o Supremo venezuelano aprovou o adiamento do ato de juramento do cargo até que Chávez se recuperasse e a continuidade do Executivo liderado Maduro, muito criticado pela oposição. EFE csc/fk










