Mãe de pesquisadora russa desabafa sobre rumores de peste pneumônica: ‘Eu sei a verdade’
Svetlana Shipilova desmentiu as alegações de que a cientista foi contaminada por meio de um tubo de ensaio quebrado
Internacional|Do R7
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A morte da pesquisadora russa Darya Shipilova, que trabalhava em um instituto de pesquisa sobre a peste na Sibéria, segue repercutindo na imprensa internacional. Em meio a boatos de que a cientista contraiu peste pneumônica por meio de um tubo de ensaio quebrado, sua mãe decidiu se pronunciar, desmentindo a teoria.
Segundo o jornal The Telegraph, Svetlana Shipilova, profissional da área médica e mãe de Darya, afirmou que é “impossível” derramar o conteúdo de um tubo quebrado e que “simplesmente deixaram sua filha morrer”.
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“Eu sei a verdade”, disse Shipilova ao veículo de comunicação russo Glubina, de acordo com o The Telegraph. “Estou tendo que me defender de conhecidos estúpidos que acreditaram em tudo isso – os inteligentes não acreditaram, é claro.”
“Nem todos os profissionais da área médica entendem que é impossível quebrar um tubo de ensaio dessa forma”, continuou. “Mesmo se você o atirar contra a parede. Mesmo hipoteticamente, é simplesmente impossível derramar o conteúdo ou quebrar o tubo – eles são muito bem protegidos.”
Rumores de que Darya Shipilova morreu de peste pneumônica surgiram após autoridades colocarem quase 200 pessoas que tiveram contato com ela de quarentena, segundo o jornal russo People of Baikal, que citou fontes anônimas próximas aos serviços de segurança regionais.
A cientista de 28 anos trabalhava no Instituto de Combate à Peste de Irkutsk, na Sibéria, e foi internada em 29 de setembro no Hospital Distrital de Shelekhov. Ela morreu três dias depois, devido a uma pneumonia de etiologia desconhecida, conforme informou a agência de notícias estatal russa Tass.
Agora, o caso está sendo investigado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), assim como o relato de um segundo funcionário com pneumonia de causa indeterminada. A agência afirmou que não tem um panorama completo sobre os casos, mas que ofereceu apoio técnico relacionado à peste e à biossegurança e bioproteção laboratoriais.
“No sábado, a OMS solicitou mais informações à Federação Russa, em conformidade com o Regulamento Sanitário Internacional. Na terça-feira, a Federação Russa respondeu informando que nenhum caso de peste havia sido relatado recentemente na região de Irkutsk e que cerca de 200 contatos haviam sido colocados em quarentena”, disse Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS.
“No entanto, a OMS solicitou informações adicionais sobre os testes laboratoriais realizados no indivíduo que faleceu e nos contatos, mais detalhes sobre o que motivou as medidas de saúde pública e informações sobre o estado de saúde dos contatos.”
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