Malala e Dennis Mukwege estão entre favoritos ao Nobel da Paz
Internacional|Do R7
Copenhague, 10 out (EFE).- Malala Yousafzai, a jovem paquistanesa de 16 anos baleada no ano passado por talibãs por defender a educação feminina em seu país, o médico congolês Denis Mukwege e o bispo mexicano José Raúl Vera López estão entre os favoritos a receber o Prêmio Nobel da Paz, que será anunciado nesta sexta-feira em Oslo. Malala, que recebeu hoje o maior prêmio de direitos humanos da União Europeia, o Sakharov de Liberdade de Expressão, e acaba de lançar um livro em que conta sua vida, intitulado "Eu sou Malala", aparece como favorita nas casas de apostas e nos veículos noruegueses, embora alguns especialistas duvidem da conveniência em premiar uma adolescente, pela atenção mundial que a honraria proporciona. "Só nos detemos nos critérios fixados pelo Nobel. É isso o que conta", disse, recentemente, o líder do Comitê do Nobel da Paz, Thorbjorn Jagland, ao ser perguntado se a pouca idade de Malala seria um problema. Assim como nos anos anteriores, nomes como os da ativista russa Svetlana Gannushkina - fundadora da organização de direitos humanos Memorial -, Sergei Kovalev e Lilia Shibanova, além da advogada chechena Lidia Yusupova voltam a aparecer fortemente cotados. A favor de Yusupova, assim como da ativista chinesa Rebiya Kadeer e do próprio José Raúl Vera López, está o fato de já terem recebido o prêmio de direitos humanos da fundação norueguesa Rafto Prize, concedido neste ano ao Centro de Direitos Humanos do Bahrein. Ganhadores do Rafto como a ativista Aung San Suu Kyi, o ex-presidente do Timor-Leste José Ramos-Horta, o coreano Kim Dae-jung e a advogada iraniana Shirin Ebadi foram premiados, alguns anos depois, com o Nobel da Paz. Contra os ativistas russos pesa que Thorbjorn Jagland não se importaria em contrariar as autoridades russas. O professor emérito da Universidade de Massachusetts, conhecido por seu extenso trabalho sobre luta não-violenta, Gene Sharp, sua compatriota Betty Reardon, o cardeal nigeriano John Onaiyekan e a presidente da Comissão Afegã Independiente dos Direitos Humanos, Sima Samar, aparecem também como possíveis ganhadores do mais prestigiado prêmio do mundo. A polêmica é uma constância para Jagland, como em 2009, quando concedeu o Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e no ano passado ao premiar a União Europeia, o que provocou protestos na Noruega. Também estão entre os concorrentes o Wikileaks e seu fundador, Julian Assange, o presidente da Colômbia, José Manuel Santos; o presidente de Mianmar, Thein Sein, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton; o ex-técnico da CIA Edward Snowden e o soldado americano Bradley Manning. O Comitê Nobel não divulga a lista de candidatos há 50 anos e o único que se sabe até agora é que neste ano existem 259 concorrentes. EFE alc/cdr/id












