Mandela tem infecção pulmonar e responde bem ao tratamento
Presidência informa que antiga infecção pulmonar ressurgiu
Internacional|Do R7, com agências internacionais

O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, de 94 anos e hospitalizado em Pretória desde sábado (8), recebe tratamento por uma infecção pulmonar ao qual reage bem, informou a Presidência do país em um comunicado.
"Os médicos concluíram os exames e estes revelaram o ressurgimento de uma antiga infecção pulmonar, pela qual Madiba [nome do clã de Mandela pelo qual é chamado popularmente] recebe um tratamento apropriado ao qual reage bem", afirma a nota.
O ministro da Defesa, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, disse ontem a jornalistas, depois de visitar Mandela, que ele estava "muito, muito bem". O Exército é responsável pela saúde dos presidentes e ex-presidentes sul-africanos.
"Não há perigo imediato" para Mandela, dizem autoridades sul-africanas
Quando Mandela foi internado no sábado, funcionários enfatizaram que não havia motivo de preocupação, embora a imprensa local tenha sugerido que altos membros do governo e pessoas próximas a ele tenham sido pegos de surpresa.
O jornal City Press disse que tanto a Fundação Nelson Mandela quanto sua ex-mulher, Winnie Madikizela-Mandela, não sabiam sobre a transferência de Mandela para a capital desde sua casa na remota aldeia de Qunu, na província do Cabo Oriental.
Mandela continua a ser um herói para a maioria dos 52 milhões de habitantes da África do Sul, e duas breves passagens pelo hospital nos últimos dois anos foram notícia de primeira página nos jornais do país.
Ele passou um tempo em um hospital de Johanesburgo, em 2011, com um problema respiratório, e novamente em fevereiro deste ano por causa de dores abdominais. Ele foi liberado no dia seguinte depois de um exame mostrar que não havia nada sério.
Desde então, o ex-presidente tem passado a maior parte de seu tempo em Qunu.
Sua saúde frágil o impede de fazer quaisquer aparições públicas na África do Sul, embora tenha continuado a receber visitantes nacionais e internacionais de alto escalão, incluindo o ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, em julho.












