Manifestantes contra uso de drones americanos interrompem sessão no Senado
Internacional|Do R7
Manifestantes denunciando os ataques de aviões não tripulados (os chamados drones) interromperam uma audiência no Senado americano, nesta quinta-feira, sobre a nomeação para o próximo diretor da CIA, forçando a polícia a escoltar os manifestantes para fora da sala.
"Ergam-se contra os drones", gritava um manifestante, enquanto John Brennan, indicado pelo presidente Barack Obama para dirigir a agência de inteligência americana, era interrompido inúmeras vezes ao tentar pronunciar seu discurso de abertura para a Comissão de Inteligência do Senado.
Após cinco momentos em que os manifestantes insistiram em perturbar a audiência, a presidente do painel, Dianne Feinstein, ordenou que a polícia os retirasse da salão e impedisse o retorno dos ativistas do grupo pacifista "Code Pink".
Brennan é amplamente visto como o arquiteto da campanha para o uso em grande escala dos drones na guerra contra a Al-Qaeda, tema que Obama e seus assessores se recusam a discutir abertamente.
Feinstein mal havia iniciado a audiência quando o primeiro manifestante se levantou e começou a gritar. Um outro ativista exibia uma faixa com os dizeres "Brennan = massacres com drones".
Minutos depois, uma mulher carregando um boneco de um bebê se levantou para condenar os ataques de aviões não tripulados que teriam matado crianças.
"Senadora Feinstein, seus filhos são mais importantes que os filhos de paquistaneses?", gritava a mulher.
Brennan se manteve calmo, retomando seu depoimento quando solicitado pela senadora. Mas Feinstein ordenou que a polícia retirasse os manifestantes do salão e permitisse a permanência apenas de repórteres e funcionários da casa.
"Nós recebemos todos aqui. Esperamos que as pessoas não batam palmas ou assobiem e não façam manifestações. Esta é uma sessão muito séria", afirmou Feinstein quando o silêncio foi retomado.
Enquanto a polícia do Capitólio americano retirava os manifestantes e outros convidados da sala de audiência, uma mulher esbravejou: "Esta é uma guerra criminosa. Ele não deveria ser confirmado!", gritou ao referir-se a Brennan, indicado por Obama.
Uma das fundadoras do grupo Code Pink, Medea Benjamin, exibia um cartaz que dizia: "Recusem John Brennan, o chefe terrorista de Obama".
Os casos de "ataques cirúrgicos" contra militantes suspeitos da Al-Qaeda no Paquistão, no Iêmen, na Somália e em outros países foram condenados por grupos de defesa dos direitos humanos por empreenderem uma guerra clandestina e ilegal.
Porém, muitos legisladores apoiam a campanha como uma medida efetiva para neutralizar extremistas da Al-Qaeda sem o envio de tropas em grandes e arriscadas operações militares.
As manifestações durante sessões no Congresso americano são relativamente comuns. Em geral, as sessões são abertas ao público, mas os agentes de segurança são orientados a retirar manifestantes que realizem protestos.
Após cinco minutos de interrupção, a sessão no Senado foi retomada.
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