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Manifestantes voltam a se concentrar na Praça Taksim de Istambul

Internacional|Do R7

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Istambul, 11 jun (EFE).- Milhares de pessoas voltaram a se concentrar nesta terça-feira na Praça Taksim de Istambul horas depois do local ser evacuado pela polícia, seguindo uma chamada dos manifestantes que lutam para salvar um parque e denunciam as políticas autoritárias do governo. As forças antidistúrbios, que há não marcava presença no local a uma semana, invadiram a praça nesta manhã, uma ação que desencadeou um confronto de mais seis horas com grupos de manifestantes, embora a calma tenha sido restabelecida posteriormente. No entanto, após o término da jornada de trabalho, vários cidadãos decidiram retornar à praça para mostrar seu respaldo aos manifestantes que se encontram no local desde o dia 1º de junho. Enquanto milhares de pessoas enchiam a praça, agitando bandeiras e gritando palavras de ordem contra o Governo, a polícia continuou enfrentando os manifestantes na periferia de Istambul. A chegada da polícia à Praça Taksim nesta manhã desencadeou violentos confrontos, com o uso de gás lacrimogêneo e canhões de água por parte das forças policiais, enquanto os manifestantes respondiam com o lançamento de pedras e coquetéis molotov. A polícia alegou que não pretendia desmontar o acampamento de protesto no adjacente parque Gezi, mas que pretendia limpar a praça e seus arredores. Embora os agentes tenham conseguido remover os cartazes do monumento central, centenas de pessoas concentradas no restante da praça armaram novas barricadas e passaram a enfrentar os agentes, na maioria dos casos de maneira pacífica. A intervenção policial ocorreu poucas horas depois que o governo anunciasse sua disposição de negociar as reivindicações ambientais dos manifestantes. A Plataforma de Solidariedade com Taksim, surgida para proteger o parque Gezi de um projeto urbanístico e uma remodelação, convocou todos aqueles que apoiam os protestos antigovernamentais a comparecer hoje novamente à área verde e a praça. A Plataforma em questão afirmou que as autoridades ainda não atenderam nenhuma de suas reivindicações, como assegurar que o parque será respeitado, a libertação dos detidos nas duas semanas de protestos e a acusação dos responsáveis da violência policial, entre outras. EFE iut-as/fk

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