Megaoperação de busca por suspeitos continua em Paris após detenção de 10 pessoas
Um dos três suspeitos se entregou à polícia e nove pessoas podem ter tido conexão com ataque
Internacional|Do R7, com agências internacionais

Uma megaoperação que envolveu cerca de 88 mil homens foi realizada pelas autoridades francesas na quinta-feira (8) para capturar os dois suspeitos de perpetrar do atentado contra a sede do jornal Charlie Hebdo que continuam refugiados, informou o Ministério do Interior.
Identificados como Said e Cherif Kouachi, os irmãos extremistas de 34 e 32 anos, respectivamente, voltaram recentemente à França após passar por treinamento na Síria, diz a mídia local.
Os policiais concentram as buscas se concentram em uma área florestal de 80 km no nordeste de Paris, região de Picardy, de acordo com informações da BBC Brasil.
Outras buscas também são realizadas próximo às cidades de Villers-Cotterets, Longpont and Corcy, onde os dois irmãos foram identificados pelo gerente de um posto de gasolina. Eles estariam mascarados e armados.
Um terceiro homem acusado de participar do ataque se entregou à polícia na madrugada de ontem. Identificado apenas como Amid, de 19 anos, os investigadores suspeitam que ele estivesse atrás do volante durante o ataque, o que ele nega.
Além do jovem, outras nove pessoas foram presas por suposta conexão com o tiroteio, mas as autoridades não forneceram maiores detalhes.
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Tiroteio
Um tiroteio no sul de Paris, que deixou ao menos uma policial morta, voltou a assustar os franceses na manhã de hoje. Um homem vestindo um colete à prova de balas abriu fogo na região de Montrouge, deixando, além da oficial, uma faxineira ferida.
Autoridades, no entanto, acreditam que ataque não esteja ligado a atentado na sede do Charlie Hebdo.
De acordo com o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, o atirador teve ajuda de outra pessoa. As autoridades informaram que prenderam um homem de 52 anos, de origem africana.
Ele já seria conhecido das autoridades e não está na lista dos procurados pelo ataque ao Charlie Hebdo.
Explosão
Em Villefranche-sur-Saone, na região de Lyon, um restaurante de kebab próximo a uma mesquita foi alvo de explosões. A detonação não causou vítimas, no entanto.
Ainda não existem informações se o crime foi fomentado pelo episódio de violência na sede da publicação humorística.
Vigília
Milhares de franceses saíram às ruas na última noite em vigília pelas vítimas do ataque.
Com velas e cartazes dizendo: "Je suis Charlie" (algo que pode ser traduzido como "Somos todos Charlie"), pessoas pedem liberdade de imprensa no país. Atos semelhantes foram realizados em várias partes do mundo, inclusive no Brasil, onde um grupo se reuniu em São Paulo no vão do Masp.











