Mesmo com chance de saída dos EUA e ameaça da Rússia, Otan se fortaleceu; veja análise
‘Tanto Vladimir Putin quanto Trump tiveram as expectativas frustradas’, pondera professor de relações internacionais
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
Prestes a sediar uma cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a Turquia tentou tranquilizar os aliados sobre a estabilidade do grupo. O ministro da Defesa do país afirmou que a organização está em processo de ajuste, não em crise, e que os Estados Unidos não têm nenhuma intenção de se retirarem da aliança, mesmo com as ameaças de Donald Trump.
Vitelio Brustolin, pesquisador de Harvard e professor de relações internacionais, concorda com a declaração e aponta que, desde o início da guerra na Ucrânia, a Otan se fortaleceu com a entrada da Suécia e Finlândia — anteriormente neutras — e um financiamento maior entre os países europeus, que se rearmam em um nível antes visto somente na Segunda Guerra Mundial.
“A Europa importa cada vez menos armas dos EUA, a despeito de produzir mais internamente, com suas próprias fábricas. [...] Na verdade, tanto Vladimir Putin quanto Trump tiveram as expectativas frustradas. [...] A Rússia não conseguiu tornar nem a Europa nem a Otan menores. E os EUA, com o bullying promovido pelo Trump, também não conseguiram que a Europa ficasse mais dependente”, concluiu no Conexão Record News desta terça-feira (30).
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