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Meta admite que redes fazem mal às crianças; saiba o que fazer para proteger seu filho

Recomenda-se que os responsáveis utilizem controles parentais e observem mudanças de comportamento

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Meta concordou em pagar US$ 16,7 bilhões para encerrar um julgamento sobre os danos das redes sociais à saúde mental de crianças e adolescentes.
  • Especialistas alertam que o uso descontrolado das redes pode prejudicar o desenvolvimento cerebral e expor menores a conteúdos impróprios.
  • É recomendado que os pais usem controles parentais, fiquem atentos a mudanças nos filhos e mantenham um diálogo aberto sobre o uso das redes.
  • Dar exemplo e equilibrar o uso de telas pelos adultos ajuda as crianças a entender a importância do mundo offline.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uso excessivo das redes sociais pode prejudicar o desenvolvimento e expor menores Pexels/cottonbro studio

A Meta chegou a um acordo nesta quarta-feira (26) para encerrar um julgamento em andamento nos Estados Unidos, no qual a dona do Facebook e do Instagram era acusada de prejuízos contra a saúde mental, a autoestima e o bem-estar de crianças e adolescentes.

A companhia aceitou pagar um total de US$ 16,7 bilhões (cerca de R$ 86 bilhões, na cotação atual) e prometeu uma série de mudanças no uso das duas plataformas por menores de idade.

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Como o Estadão mostrou, o impacto das novas tecnologias e das redes sociais na vida das crianças e dos adolescentes é um grande desafio para pais e escolas.

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Especialistas apontam que o uso descontrolado pode gerar uma série de danos ao desenvolvimento do cérebro, que, nessa fase, ainda não se formou por completo.

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Além disso, os menores ficam expostos aos riscos presentes no mundo virtual, como conteúdos inapropriados para a idade — pornografia e violência —, propagandas que podem incentivar vícios em jogos de azar e comunidades extremistas que geram sérios problemas de socialização.

A exposição intensa nas redes sociais pode ainda aumentar o risco de ansiedade, distorções de imagem e até sintomas depressivos, além de gerar impactos emocionais profundos, especialmente numa fase em que a identidade ainda está sendo construída.

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Assim, os especialistas indicam que é fundamental os pais protegerem, com controles parentais nos dispositivos, atenção a sinais de mudanças nos filhos e checagem dos celulares, deixando claro que a ideia não é vigiar, mas cuidar.

O psicólogo americano Jonathan Haidt, autor do best-seller A Geração Ansiosa: Como a Infância Hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais, por exemplo, recomenda quatro dicas iniciais aos pais:

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  • Nada de smartphone antes do 9.º ano (por volta dos 14 anos): adiar o contato com aparelhos que deem amplo acesso à internet (se eles forem realmente necessários, os responsáveis devem fornecer equipamentos mais básicos);
  • Nada de redes sociais antes dos 16 anos.
  • Nada de celular na escola.
  • Muito mais brincar não supervisionado e independência na infância.

A principal recomendação para os pais, no entanto, continua sendo manter um diálogo aberto, sem julgamentos ou sermões, mostrando interesse genuíno pelo que os filhos veem, seguem e compartilham.

Além disso, dar o exemplo é fundamental: quando os adultos equilibram o próprio uso de telas, ajudam os filhos a entender, na prática, que o mundo offline também precisa de atenção.

As ideias de especialistas incluem ainda:

  • Não usar aparelhos durante as refeições, para que todos possam olhar uns para os outros.
  • Quando estiverem juntos, peça a todos que coloquem seus telefones em uma pilha no meio da mesa, com alguma consequência boba para a pessoa que olhar primeiro.
  • Nada de aparelhos no carro, para que vocês possam conversar.
  • Nenhum aparelho dentro do quarto ou perto da cama à noite, para que seja mais fácil dormir. Em vez disso, carregue-os em um espaço comum da casa.
  • Configure o roteador Wi-Fi da casa para desligar o acesso a dados em um horário combinado todas as noites.
  • Experimentem ouvir um audiolivro ou podcast juntos.
  • Escolham um destino de férias que seja divertido para todos, mas combinem com antecedência que não levarão seus telefones com vocês — ou simplesmente escolham um lugar que tenha pouco ou nenhum serviço de celular e Wi-Fi.

Alguns comportamentos das crianças e dos adolescentes podem indicar aos pais que algo não vai bem:

  • Queda de rendimento escolar.
  • Isolamento/distanciamento social
  • Queda no interesse em atividades que antes gostava muito.
  • Dificuldade de interromper o uso.

A maioria dos sites de rede social e de jogos vem com configurações de segurança e privacidade. E, embora elas não resolvam problemas sistêmicos de abuso e de amplificação de informações prejudiciais pela rede social, vale a pena fazer uma verificação regular. Sempre que possível:

  • Desative a possibilidade de pessoas de fora do círculo de amigos de seu filho adolescente enviarem mensagens diretas, mencionarem ou marcarem o adolescente.
  • Torne os perfis privados para que seu filho tenha que aceitar novos amigos antes de se envolver.
  • No TikTok e no Instagram, desative a opção “stitch” ou “remix” para que estranhos não possam impulsionar seus vídeos para novos públicos.
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