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Milhares de austríacos exigem a renúncia do governo

Cerca de 15 mil pessoas, segundo a polícia, e o dobro, segundo os organizadores, se manifestam e pedem eleições antecipadas

Internacional|EFE

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Manifestantes pedem novas eleições nas Áustria
Manifestantes pedem novas eleições nas Áustria

Cerca de 15 mil pessoas, segundo a polícia, e o dobro, segundo os organizadores, se manifestam neste sábado (18) em frente à sede do governo da Áustria para exigir eleições antecipadas após a renúncia do vice-chanceler e líder dos ultranacionalistas, Heinz-Christian Strache, comprometido por suas declarações em um vídeo no qual oferece favores políticos em troca de doações ilegais.

"Novas eleições" e "Renúncia" são as reivindicações dos manifestantes que, convocados de forma espontânea por diversos grupos através das redes sociais, desfraldaram bandeiras da União Europeia, à espera que o chanceler federal, Sebastian Kurz, fale com a imprensa após o terremoto político que sacode o país.

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"Kurz deve sair!" e "Resistência", são outras das palavras de ordem vociferadas pelos manifestantes, que acabaram atrasando assim a esperada entrevista coletiva do chefe de governo.

Nos cartazes dos manifestantes, jovens em sua maioria, é possível ler mensagens como "Este governo é corrupto" e "Strache é um neonazista".

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"Strache renunciou, mas este governo não pode continuar. Foi mostrada a verdadeira face do FPÖ. Um partido corrupto e racista não pode governar a Áustria", disse à Efe um manifestante que se identificou apenas como Thomas, de 20 anos.

O jovem se referia ao escândalo que explodiu ontem, quando dois meios de comunicação alemães - a revista "Der Spiegel" e o jornal "Süddeutsche Zeitung" - divulgaram imagens gravadas com uma câmera escondida em uma mansão de Ibiza, na Espanha, em julho de 2017, poucos meses antes das legislativas austríacas.

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Nas imagens, Strache aparece falando com uma mulher que se fez passar pela sobrinha de um oligarca russo e lhe promete contratos estatais em troca de ajuda eleitoral e lhe explica o que tem que fazer para evitar as leis sobre financiamento de partidos.

Além disso, lhe sugere adquirir o jornal mais influente da república alpina e substituir alguns jornalistas por outros vinculados aos ultranacionalistas.

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"Os jornalistas são de todas as formas as maiores putas do planeta", disse então Strache, segundo as transcrições publicadas pelos meios de comunicação alemães.

"Tem que haver novas eleições porque o FPÖ não está capacitado para governar. E Kurz deve assumir a responsabilidade por este experimento (de aliar-se com os ultradireitistas e eurocéticos) e por pactuar com corruptos", declarou à Efe Florian, outro dos manifestantes, de 25 anos.

Desde a chegada ao poder do FPÖ como parceiro menor de uma coalizão com o Partido Popular (ÖVP) de Kurz, ocorreram vários escândalos provocados por comentários ou incidentes racistas e xenófobos de alguns dos seus políticos e militantes, ou pela sua proximidade com extremistas de direita. EFE

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