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Mineiros chilenos pedem 'cuidado com fama' de meninos tailandeses

Luis Urzúa pediu que as crianças resgatadas permaneçam próximas de suas famílias e espera que eles sejam capazes de contar sua história

Internacional|Do R7

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Meninos foram resgatados após passarem 13 dias em caverna
Meninos foram resgatados após passarem 13 dias em caverna

Enquanto o mundo assistia ao resgate de 12 meninos tailandeses e seu técnico de futebol das profundezas de uma caverna inundada, do outro lado do planeta um grupo de mineiros chilenos acompanhava o drama ansiosamente.

Os 33 ex-mineiros foram o foco da mídia internacional há oito anos, quando foram resgatados após passarem 69 dias presos debaixo da terra na mina San José, no norte do Chile.


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Desde o resgate comandado por autoridades chilenas e especialistas internacionais, muitos dos mineiros passaram por crises de relacionamento, problemas psicológicos, dificuldades financeiras e desemprego, disseram membros do grupo.

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O ex-contramestre dos mineiros, Luis Urzúa, pediu que as crianças resgatadas permaneçam próximas de suas famílias e não se deixem levar por ofertas financeiras. Os últimos meninos foram resgatados na terça-feira, e todos os 12 estão internados para realização de exames.

Urzúa descreveu sua própria experiência de ser levado a superfície encontrando os holofotes da mídia, advogados oferecendo contratos de direitos autorais e políticos ansiosos para tirar proveito da situação.


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"Eles e suas famílias não terão a capacidade de lidar com esse tipo de coisa. Nós não conseguimos lidar e éramos adultos", disse Urzúa, agora com 62 anos, que foi responsável por manter seus colegas unidos debaixo da terra.


Urzúa elogiou o cuidado das autoridades tailandesas na abordagem da situação. Os oficiais não identificaram os meninos, que têm entre 11 e 16 anos, e os então mantendo em quarentena no hospital devido ao risco de infecções.

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"Isso é importante para que essas crianças possam se reintegrar aos poucos em seus antigos ambientes, porque elas estarão muito traumatizadas e vulneráveis", disse Urzúa à Reuters na terça-feira.

Ele disse que rezou todos os dias pelos meninos junto com sua família e pediu que eles contem suas histórias apenas quando estiverem prontos.

"Espero que um dia, em alguns anos, eles sejam capazes de contar sua história porque, como a nossa, é uma história de fé e esperança", disse.

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