Ministério do Interior da Ucrânia diz que polícia "está do lado do povo"
Novo presidente do Parlamento que estabilizar a situação do país
Internacional|Da Agência Brasil

A polícia ucraniana declarou hoje estar "ao lado do povo" e partilhar das suas aspirações a "mudanças rápidas", no dia em que o braço direito da opositora Yulia Tymoshenko foi eleito presidente do Parlamento.
Olexandre Turtchinov, braço direito da ex-primeira-ministra, foi eleito para suceder o ex-presidente do Parlamento Volodymyr Rybak, que se demitiu hoje (22) alegando problemas de saúde. Turtchinov foi eleito numa sessão parlamentar urgente com 288 votos de 450.
— O poder na Ucrânia retoma o seu trabalho para estabilizar a situação.
Yulia Tymoshenko afirma que "ditadura caiu" e seré candidata
Em comunicado publicado no seu site oficial, o Ministério do Interior escreve que a polícia está "ao lado do povo e partilha inteiramente as suas aspirações a mudanças rápidas". "Prestamos homenagem aos mortos" na violência desta semana em Kiev, escreve o ministério.
O balanço oficial da violência dos últimos dias é cerca de 80 mortos, embora a oposição fale em mais de cem vítimas. Pequenos grupos de manifestantes armados e protegidos com capacetes vigiam e controlam os acessos à Rada Suprema (Parlamento), à sede do governo e à administração presidencial, todos situados no chamado bairro governamental de Kiev, cenário dos recentes distúrbios e protegido até sexta-feira pelas forças de segurança do Estado.
Reforma
O presidente Viktor Yanukovich e a oposição assinaram ontem (21) um acordo para pôr fim à crise que durava três meses e se agravou nos últimos dias. O acordo prevê a antecipação das eleições presidenciais, a formação de um Governo de coligação e uma reforma constitucional. Pouco depois da assinatura do acordo, o Parlamento da Ucrânia aprovou, por ampla maioria, a reposição da Constituição de 2004, que limita os poderes do presidente – uma das principais exigências da oposição.
A reforma constitucional foi apoiada por 386 dos 450 deputados da Rada Suprema. Em cinco dias, Ianukóvitch perderá alguns dos seus principais poderes, qualificados pelo líder do principal partido da oposição, o Batkivschina (Pátria), como “ditatoriais”.
A crise política na Ucrânia teve início depois de Yanukovich suspender os preparativos para um acordo com a União Europeia, e agravou-se em finais de janeiro, quando se registaram as primeiras mortes, com a aprovação de leis limitando a liberdade de manifestação.












