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Ministro francês liga ataque em Paris com estratégia terrorista da Al Qaeda

Manuel Valls acredita que a França abriga centena de indivíduos suscetíveis a realizar esse tipo de ação e vários radicalizados

Internacional|Do R7

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Declarações de Valls vêm à tona um dia depois que o jornal Le Monde afirmar que o suspeito havia realizado viagens ao exterior, que podem indicar um suposto treinamento
Declarações de Valls vêm à tona um dia depois que o jornal Le Monde afirmar que o suspeito havia realizado viagens ao exterior, que podem indicar um suposto treinamento

O ministro do Interior da França, Manuel Valls, vinculou o ataque do último sábado (25), de um islâmico contra um soldado, que ficou ferido no pescoço, com uma estratégia da Al Qaeda para fomentar indivíduos sem o perfil terrorista à violência radical.

O caso de Alexandre, o jovem de 22 anos capturado na quarta-feira (29) pela polícia pelo ataque ao soldado francês na estação do metrô de La Défense e que permanece sob custódia antes de ser conduzido à justiça, "é talvez um exemplo dessa estratégia", afirmou Valls ao jornal Libération.


— Estas ações não são novas na realidade. Fazem parte da estratégia da Al Qaeda, que as fomenta. Trata-se de indivíduos, alguns deles convertidos, conhecidos por atos de delinquência e que entram em processo de radicalização após encontros na prisão, em uma mesquita ou na internet. Atualmente na França há uma centena de indivíduos suscetíveis a realizar esse tipo de ação e várias centenas de indivíduos radicalizados.

Valls identificou como "motores" dessa conversão à violência "o ódio ao Ocidente, o ódio ao judeu" e assegurou que Al Qaeda "fomenta esse tipo de ações e instrumentaliza pessoas com um percurso social ou psicológico frágil". No entanto, o ministro assegura que não há um perfil de islâmico radical.


As declarações de Valls vêm à tona um dia depois que o jornal Le Monde afirmasse que o suspeito havia realizado viagens ao exterior, as quais poderiam indicar um suposto treinamento e que passaram despercebidas pelos serviços de espionagem.

Valls afirmou que não houve falhas pontuais, mas advertiu que, além do inimigo exterior — a rede terrorista da Al Qaeda —, existe um "inimigo interior".


— [São] indivíduos que se auto-radicalizam e atuam a sós, os quais são muito mais difíceis de serem localizados.

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