Moldávia decide neste domingo seu depósito compulsório na Europa
Internacional|Do R7
Moscou, 29 nov (EFE).- Três milhões de moldávios estão chamados amanhã, domingo, às urnas para escolher um parlamento que terá a tarefa de decidir o depósito compulsório de seu país na Europa, mais próximo que nunca da União Europeia após a assinatura de um acordo de Associação com a UE. As eleições legislativas moldávias coincidem com uma tensão sem precedentes nas últimas décadas entre Rússia e UE, os dois gigantes do continente com quem o pequeno país encravado entre Ucrânia e Romênia tem que lidar. Muitos líderes políticos, nacionais e estrangeiros, querem convencer os moldávios que a decisão que tomarem este domingo será histórica para o futuro do país. Os europeus cortejam os moldávios com a promessa de uma futura, embora incerta, integração na União Europeia, enquanto a Rússia, que quer somar a Moldávia à União Aduaneira, adverte para as consequências econômicas que haveria em dar as costas a Moscou. "As eleições serão decisivas para demonstrar se os cidadãos da Moldávia querem manter o rumo em direção à integração europeia e se transformar em um país membro da UE", disse a chanceler alemã, Angela Merkel, em carta ao primeiro-ministro moldávio, Iurie Leanca. Mas os moldávios parecem estar muito longe de tomar uma decisão, divididos praticamente meio a meio entre. A classe política também se dividiu em dois blocos definidos entre uma direita que aposta por seguir o exemplo da vizinha Ucrânia e se aproximar da Europa, e uma esquerda mais favorável a estreitar laços com a Rússia, o principal parceiro comercial do país. "Na campanha eleitoral participam forças políticas que querem devolver a Moldávia a um passado miserável e obscuro. A Moldávia deve seguir o exemplo da Ucrânia, que elegeu recentemente um parlamento e um governo europeístas", disse esta semana o presidente moldávio Nicolae Timofti. Sem mais pesquisas divulgadas já há dez dias, é difícil prever a composição do parlamento que sairá amanhã das urnas, sobretudo depois de as autoridades moldávias tirarem da corrida eleitoral o partido pró-Rússia Pátria, acusado de financiamento ilegal. Pátria, formação liderada pelo empresário Renato Usati, teria recebido US$ 500 mil para sua campanha eleitoral, buscava conquistar 15 cadeiras na Câmara, composta por 101 deputados. Os teóricos beneficiados que podem ganhar o eleitorado de Pátria são os comunistas e socialistas, partidários também da aproximação com a Rússia e favoritos para juntos somarem maioria no parlamento. A decisão está nas mãos dos 3,22 milhões de cidadãos moldávios com direito a voto, muitos deles vivendo fora do país mais pobre da Europa. Os colégios eleitorais abrirão às 7h (local, 2h em Brasília) e fecharão às 21h. Os resultados preliminares da votação serão divulgados na segunda-feira pela Comissão Eleitoral Central. O processo eleitoral será supervisionado por quase quatro mil observadores, 750 internacional. A nova maioria parlamentar, caso faça um pacto, deverá escolher o chefe do Estado, que no sistema eleitoral moldávio deve ser votado por pelo menos três quintos da Câmara. Os deputados podem realizar somente duas votações para escolher o presidente. Caso não cheguem a um consenso o Legislativo é dissolvido e são convocadas novas eleições. EFE aep/cd










