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Montadora promete investigar escândalo e abolir teste em macacos

Humanos e primatas tiveram de inalar fumaça de escapamento em experimentos financiados por fabricantes de carros

Internacional|ANSA Brasil

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Humanos e macacos tiveram de inalar fumaça de escapamento
Humanos e macacos tiveram de inalar fumaça de escapamento

Após as revelações de que diversas montadoras alemãs teriam usado macacos e humanos em testes com diesel, a Volkswagen prometeu nesta terça-feira (30) que não irá realizar mais experimentos em seres vivos.

"Queremos eliminar completamente os testes em animais no futuro, para algo assim não acontecer novamente", disse Thomas Steg, diretor-geral de relações públicas e ambientais da montadora, que foi suspenso do seu cargo até que as investigações sejam concluídas.


Segundo a mídia alemã, os testes foram realizados em 2014, nos Estados Unidos, e queriam verificar quais consequências físicas a inalação da fumaça e dos óxidos de nitrogênio (NOx) traria à saúde. Nos experimentos, foram utilizados dezenas de macacos e cerca de 25 pessoas.

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Steg ainda afirmou que o teste em seres humanos foi ideia de especialistas norte-americanos, e defendeu que, na época "não autorizou" a medida, permitindo apenas os "estudos em macacos".


"Este estudo nunca deveria ter acontecido, fosse em humanos ou macacos, o que aconteceu nunca deveria ter acontecido, eu realmente me arrependo", concluiu Steg.

A direção da Volkswagen já se pronunciou sobre o escândalo e também prometeu que os funcionários que permitiram a realização dos testes irão sofrer "consequências".


"Estamos chocados, como todos, os outros pela notícia. Tomamos conhecimento da vontade das autoridades alemãs de investigarem o caso e esperamos que o façam", afirmou Margaritis Schinas, porta-voz da Comissão da UE (União Europeia).

Schinas ainda acrescentou que o caso de testes em macacos e seres humanos "exige ação urgente" por parte das autoridades da Alemanha.

Essa não é a primeira polêmica em que a Volkswagen está envolvida. Em 2015, a montadora alemã admitiu que equipou mais de 11 milhões de veículos com um "software", que falsificava os resultados dos testes poluição e ocultava a verdadeira quantidade de emissão de óxidos de nitrogênio.

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