Morte do leão Cecil e outros abusos a animais geraram revolta no mundo inteiro em 2015
Internacional|Do R7, com agências

Crimes contra animais ganharam destaque na mídia internacional este ano, gerando revolta e indignação ao redor do mundo. Em um dos casos mais emblemáticos, o leão Cecil, animal-símbolo do Zimbábue e um dos bichos mais famosos do país, foi morto pelo dentista americano Walter James Palmer em julho. Segundo ambientalistas, ele teria pago US$ 50 mil (cerca de R$ 170 mil) pela caçada.
De acordo com a Força de Preservação do Zimbábue (ZCTF, na sigla em inglês), Palmer alvejou o animal com flechas lançadas por uma besta e um rifle.
O dentista admitiu ter participado da caçada, mas disse que pensava que tudo estava legalizado.
O assassinato do leão despertou a ira de defensores dos direitos dos animais e simpatizantes da causa. O consultório de Palmer teve de ser fechado. A página do dentista no Facebook foi apagada após ser alvo de comentários raivosos, e o site do consultório saiu do ar.
Também no Zimbábue, pelo menos 60 elefantes morreram envenenados entre setembro e outubro. A maioria dos animais foi morta com cianeto, substância muito utilizada na indústria de mineração do país, o que faz com que seja relativamente fácil de se obter na região.

Os elefantes são envenenados por caçadores que desejam obter suas presas para o tráfico ilegal de marfim, mas alguns dos animais mortos eram tão jovens que ainda nem tinham desenvolvido presas.
A caça ilegal para a retirada das presas desses animais é frequente nos parques do Zimbábue, sendo os elefantes e os rinocerontes os principais alvos. Apenas no ano passado, mais de 100 animaisforam envenenados com cianeto para a retirada do marfim.
RISCO DE EXTINÇÃO
Um dos últimos quatro Rinocerontes Brancos do Norte que ainda restavam no mundo morreu em novembro no Parque Zoológico de San Diego, após sofrer uma infecção bacteriana e vários problemas de saúde relacionados à idade. A espécie já tinha sofrido uma baixa em julho deste ano, quando a rinoceronte fêmea Nabire faleceu em decorrência de um cisto que se rompeu em seu ovário.

Agora, os últimos três Rinocerontes Brancos do Norte que restam no mundo estão sendo mantidos em uma região de conservação de vida selvagem no Quênia. Eles são protegidos por homens armados todos os dias.
Os Rinocerontes Brancos do Norte em liberdade foram declarados extintos em 2008 por causa da caça furtiva para extração dos chifres, apreciados no mercado negro por supostas propriedades medicinais em algumas culturas.
FESTIVAL DA CRUELDADE
Na China, o polêmico Festival de Carne de Cachorro de Yulin voltou a gerar revolta. A calebração é popular no país desde os anos 90 e tem como objetivo comemorar o solstício de verão — dia mais longo do ano — com o consumo de milhares destes animais.
Comer carne de cães não é proibido na China. O país não tem nenhuma lei que proteja os animais de estimação, mas o Ministério da Agricultura tem regras que exigem que cães e gatos devem ter “certificados sanitários" antes de serem transportados, já que as viagens longas aumentam os riscos de doenças que podem ser transmitidas para aqueles que consumirem a carne dos bichos

Mesmo assim, o festival foi proibido em 2014, depois que cerca de 2 milhões de manifestantes furiosos pediram o fim das mortes cruéis dos animais. No entanto, a determinação não impediu que 10 mil cães fossem trazidos para a região de Yulin para as comemorações deste ano.
Segundo ativistas dos direitos dos animais da ONG Humane Society International, muitos animais servidos durante o festival morrem de choque, inanição e desidratação no transporte até a cidade de Yulin. Os traumatizados que sobrevivem são espancados até a morte ou têm suas gargantas cortadas enquanto ainda estão vivos.
Mas a crueldade com os animais não acontece apenas do outro lado do mundo. Nos Estados Unidos, um vídeo feito dentro da fábrica de uma das maiores produtoras de carne suína do país explicitou o tratamento dado aos bichos durante o processo de abate.
As imagens foram divulgadas por um grupo de defesa dos direitos dos animais e mostram porcos sendo espancados e maltratados dentro do abatedouro. Muitos deles são esfaqueados no pescoço ainda com vida, o que é proibido por lei, já que os EUA exigem que os animais sejam tranquilizados antes do abate.
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