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Mulher é acusada de atacar grávida e extrair bebê de seu ventre nos EUA

Internacional|Do R7

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Denver (EUA), 19 mar (EFE).- As autoridades de Longmont, no Colorado (Estados Unidos), confirmaram nesta quinta-feira a detenção e indiciamento de uma ex-enfermeira suspeita de ter atacado ontem uma jovem com sete meses de gravidez para extrair a criança em seu ventre, provocando sua morte e deixando a mulher com graves ferimentos. Dynel Lane, de 34 anos, teve hoje sua primeira audiência judicial, onde foram apresentadas as acusações de tentativa de assassinato (no caso da mãe) e de "terminação ilegal de uma gravidez" (no caso do feto). As leis atuais do Colorado não reconhecem os fetos como pessoas e, portanto, neste caso não podem ser apresentadas acusações de assassinato. A Justiça impôs a Lane, que se encontra detida em uma prisão local, uma fiança de US$ 2 milhões e, se for considerada culpada, sua sentença pode chegar a ser de até 48 anos de prisão. O procurador do distrito do condado de Boulder, Stanley Garnett, disse hoje à imprensa local que a vítima, uma mulher de 26 anos cuja identidade não foi revelada, esteve na quarta-feira na casa de Lane em resposta a um anúncio para compra de roupa para bebês. Ao entrar no imóvel, a mulher foi atacada e seu bebê extraído de seu ventre. Apesar dos graves ferimentos, a mulher conseguiu ligar para o número de emergência e foi auxiliada por paramédicos antes de ser transferida a um hospital da região, onde permanece em tratamento intensivo. Por sua vez, Lane foi detida quando chegou com o corpo do bebê, dizendo que tinha sofrido um aborto natural, ao mesmo hospital onde era atendida a mulher atacada. Em pouco tempo, a polícia conectou as circunstâncias e a deteve. Garnett acrescentou hoje em entrevista coletiva que as acusações contra Lane podem mudar para assassinato se for comprovado que o bebê viveu por certo tempo após ser extraído do ventre de sua mãe. No entanto, Garnett detalhou que "não existe uma definição legal precisa", motivo pelo qual "talvez seja necessário uma interpretação por parte das cortes" para finalmente decidir que acusações serão apresentadas contra a mulher suspeita. EFE fm/rsd

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