Mursi e outros dirigentes islamitas serão julgados por espionagem
Internacional|Do R7
Cairo, 18 dez (EFE).- O ex-presidente egípcio Mohammed Mursi e outros dirigentes islamitas serão julgados por colaborar com organizações estrangeiras para perpetrar ações terroristas e divulgar segredos de Estado, informou nesta quarta-feira a Procuradoria Geral. Entre os envolvidos nesta causa estão também o líder da Irmandade Muçulmana, Mohammed Badía, e o presidente do Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político da confraria, Saad Katatni. As investigações revelaram, segundo a Procuradoria, que a confraria preparou um plano para se aliar com organizações estrangeiras como o movimento islamita palestino Hamas e o libanês xiita Hezbollah. Em 26 de julho, a justiça egípcia ordenou a prisão preventiva de Mursi -deposto em um golpe militar no começo do mês- por suposta ligação com o Hamas para perpetrar "ações inimigas contra o país". O Ministério Público os acusa, além disso, de "financiar o terrorismo, dar treinamento militar para cumprir os objetivos da organização internacional da Irmandade Muçulmana e perpetrar ações que danificam a independência, a unidade e integridade do Egito", de acordo com a agência oficial "Mena". Um total de 36 pessoas, 19 já detidas, serão processadas por estas acusações, entre elas altos cargos da Irmandade que serão julgados: Jairat al Shater, Esam el Arian e Mohammed al Beltagui. O procurador-geral egípcio, Hisham Barakat, ordenou que os três sejam apresentados perante um tribunal penal, embora será a corte que fixará a data do comparecimento. A maioria dos acusados têm outras causas pendentes geralmente relacionadas com incitação à violência e com a morte de manifestantes, e alguns dos processos já começaram. Mursi está sendo julgado, além disso, por seu suposto envolvimento na morte de manifestantes em frente ao palácio presidencial do Cairo em dezembro de 2012. EFE mv-aj/ff











