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Mursi obtém amplo apoio do Brasil para planos de combate à pobreza no Egito

Internacional|Do R7

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Brasília, 8 mai (EFE).- O chefe de Governo do Egito, Mohammed Mursi, obteve nesta quarta-feira um amplo apoio da presidente Dilma Rousseff para seus planos de combate à pobreza e desenvolvimento do país norte-africano, que passa por uma grave crise econômica. O respaldo do Brasil é baseado em seis acordos de cooperação assinados pelos dois países, que abrangem desde cooperação na área social e agrária até intercâmbios de experiências em produção agropecuária e em questões ambientais e culturais. Mursi, que iniciou hoje sua primeira visita ao Brasil e a um país da América Latina, elogiou a experiência brasileira em matéria de combate à miséria e a pobreza e declarou que pretende "aprender" sobre ela para aplicá-la no Egito. "Queremos aprender e aproveitar a experiência brasileira", disse o presidente egípcio, acrescentando que "a revolução que começou em fevereiro do 2011" em seu país, com a queda do regime de Hosni Mubarak, visa "dar liberdade, democracia e justiça social" à população. Dilma parabenizou essas intenções de "atender as legítimas aspirações do povo egípcio" e afirmou que o Brasil "está disposto a apoiar o processo de construção de um espaço institucional, de desenvolvimento com justiça social e reafirmação da soberania". Nesse sentido, a presidente ofereceu o mais amplo apoio para o desenvolvimento de programas similares ao Bolsa Família e disse que o Brasil cooperará com o Egito em programas para estimular a agricultura familiar visando a "soberania alimentícia" e a produção de biocombustíveis. Mursi, cujo país negocia um crédito de US$ 4,8 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI), também afirmou que o Egito necessita de investimentos estrangeiros, para as quais deu todas as garantias jurídicas e institucionais. "Precisamos, e isso é o mais importante para o Egito, que chegue o investimento brasileiro", declarou o líder muçulmano junto a Dilma, a quem lhe apresentou as oportunidades que seu país oferece em áreas como indústria, defesa e turismo. Os dois presidentes concordaram que, além de promover os investimentos, os dois países também devem buscar fórmulas para impulsionar e equilibrar o comércio bilateral, que é amplamente propício ao Brasil. Segundo dados oficiais, no ano passado o Brasil importou US$ 250 milhões em produtos do Egito e exportou mais de US$ 2,8 bilhões. Embora no Cairo o presidente egípcio tenha declarado que um dos objetivos de sua visita fosse negociar a entrada de seu país no fórum Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, nem ele nem Dilma tocaram no assunto, que segundo disseram à Agência Efe fontes oficiais brasileiras, foi conversado "em particular". No entanto, em seu único pronunciamento público, a chefe de Estado disse que durante seu encontro com Mursi foi acordado "manter uma cooperação intensa nos fóruns multilaterais e desenvolver as relações no âmbito dos Brics e outros órgãos". Nesse aspecto multilateral, Dilma convidou Mursi a dar um maior impulso aos fóruns ASPA e ASA, que reúnem respectivamente os países da América do Sul e as nações africanas e árabes e que, na sua opinião, "merecem maior atenção e preocupação". Durante a reunião, os dois líderes também analisaram a situação no Oriente Médio e, em particular, o conflito na Síria, sobre o qual disseram que é essencial encontrar uma solução rápida para pôr fim à violência, que "ameaça" toda a região. Além do encontro com Dilma, Mursi tinha em sua agenda em Brasília uma reunião com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O chefe do Governo egípcio viajará depois a São Paulo, onde amanhã se reunirá com empresários que hoje assistiram a um seminário sobre comércio e investimentos bilaterais, visitará autoridades locais e receberá membros da comunidade árabe. EFE ed/id (foto)

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