Namorada de bombeiro morto em incêndio de Hong Kong faz homenagem: ‘Meu super-herói’
Megaincêndio que devastou um empreendimento de oito torres é um dos mais letais da história recente de Hong Kong
Internacional|Do R7
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A namorada do bombeiro Ho Wai-ho, uma das 65 vítimas confirmadas do incêndio que atingiu o complexo residencial Wang Fuk Court, em Hong Kong, publicou uma mensagem nas redes sociais após receber a notícia da morte. Em texto divulgado no Threads, ela afirmou que “queria muito poder segurar a mão dele novamente” e disse que “não conseguia aceitar o que aconteceu”.
A jovem agradeceu pelas mensagens de apoio. Disse que leu cada uma delas. Escreveu que o namorado era um “super-herói” e que ele é um “orgulho”.
“Obrigada pelos votos de bem-estar de todos, li cada um deles”, publicou. “Hm… Meu super-herói concluiu sua missão e retornou a Krypton. Você é meu orgulho!”, escreveu.
O incêndio que devastou um empreendimento de oito torres é um dos mais letais da história recente de Hong Kong e supera o desastre do Edifício Garley, em 1996, que deixou 41 mortos. O fogo começou na tarde de quarta-feira (26), madrugada no Brasil, e se espalhou por pelo menos três das oito torres do conjunto, que reúne cerca de duas mil unidades residenciais. A fumaça reduziu a visibilidade e sobrecarregou as linhas de emergência.
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As autoridades informaram que 76 pessoas seguem internadas, 15 estão em estado crítico e 28 estão em condição grave. Outras 62 permanecem presas em sete torres enquanto equipes de resgate tentam acessar áreas bloqueadas por destroços. Mais de 760 bombeiros, 400 policiais, 128 viaturas e 57 ambulâncias participaram da resposta. Quatro torres já tiveram os focos extintos. Outras três seguem sob controle. Uma torre não foi atingida.
A polícia chinesa prendeu dois diretores e um consultor da empreiteira responsável por reformas no complexo. Eles são investigados por homicídio culposo. Segundo o governo, o uso de isopor altamente inflamável nas obras em andamento desde julho de 2024 foi determinante para a rápida propagação do fogo pelos andaimes de bambu que cercavam os prédios.
Um órgão anticorrupção também abriu investigação sobre o contrato de reparo estimado em 330 milhões de dólares de Hong Kong, o equivalente a R$ 226 milhões na cotação atual. Policiais fizeram buscas na sede da administradora.
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