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‘Não é um fenômeno pontual’, alerta professor sobre tragédia entre Nepal e Tibete

Alexander Turra afirma que é preciso ‘combater a raiz’ do problema; entenda

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Tragédia na fronteira do Nepal com o Tibete causou mais de 390 mortes e cerca de 1.500 desaparecimentos devido ao desprendimento de uma geleira.
  • Especialistas associam o desastre ao derretimento das geleiras do Himalaia e às mudanças climáticas.
  • Professor Alexander Turra alerta que o fenômeno não é pontual e destaca a relação entre ocupação humana e vulnerabilidade ambiental.
  • Turra sugere a prevenção, com redução de emissões e implementação do Acordo de Paris, e a adaptação, com investimentos em ciência e sistemas de alarme.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A tragédia que atingiu a fronteira do Nepal com o Tibete resultou, até o momento, em mais de 390 mortos e quase 1.500 desaparecidos. A principal suspeita das autoridades é de que a inundação tenha acontecido após um pedaço de uma geleira se desprender a mais de 5 quilômetros de altitude e despencar até o fundo do vale, bloqueando a drenagem de um rio e causando uma cheia, que desencadeou o desastre. Especialistas também associam a tragédia ao derretimento da geleira do Himalaia e às mudanças climáticas.

Em entrevista ao Conexão Record News, o membro da rede de Especialistas em Conservação da Natureza e professor do Instituto Oceanográfico da USP, Alexander Turra, explicou que o fenômeno não é pontual e isso preocupa ainda mais o mundo todo.


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“A gente teve no Brasil o rompimento da barragem do Fundão em Mariana e, com isso, a gente teve uma quantidade muito grande de rejeitos de minério, praticamente aniquilando o Rio Doce e ceifando muitas vidas”, relembrou o especialista.

Segundo Turra, o incidente no Nepal é mais uma prova de que tais fenômenos se manifestam em função da relação humana com a natureza e da vulnerabilidade que a ocupação do ser humano gera no meio ambiente. É preciso, segundo ele, combater a raiz do problema, ou seja, aquilo que causa o aquecimento global. São essas as ações chamadas de mitigação.


“A gente tem duas maneiras para lidar com essa situação. Um deles é na prevenção, que é o mais sensato e mais duradouro, mas ele demora para acontecer, que é lidar com as emissões de gases do efeito estufa e fazer com que o Acordo de Paris seja implementado. Enquanto isso não acontece, a gente tem a outra linha de ação, que a gente chama de adaptação, [...] que é intensificar o investimento em ciência, intensificar o investimento em alarmes e adaptações do tipo”, enfatizou.

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