Não existe paz duradoura sem queda do regime no Irã, avalia especialista
Segundo a análise, porém, ofensiva contra os aiatolás envolveria milhares de soldados e teria custo político alto para Trump
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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As Forças Armadas do Irã anunciaram o fim das operações militares contra Israel, segundo uma agência de notícias iraniana. E, segundo a Reuters, o governo israelense também suspendeu os ataques ao Irã a pedido de Donald Trump.
O fim de semana, porém, foi marcado por confrontos na região. Israel atacou regiões próximas a Beirute, capital do Líbano, enquanto, em resposta, o Irã lançou dezenas de mísseis contra Israel, que interceptou a maioria.
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Na sequência, Israel bombardeou alvos militares no Irã. Para conter o avanço das tensões, o presidente Donald Trump interveio, pedindo ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que não retaliasse os ataques.
Em entrevista ao programa Conexão Record News desta segunda (8), o consultor de risco político e relações internacionais Marcelo Suano explica que Donald Trump planejava que a guerra durasse de quatro a 12 semanas, uma vez que o prolongamento traria problemas à popularidade do presidente. Dessa forma, o líder da Casa Branca, segundo Suano, “corre contra o tempo” para encerrar o conflito com a sensação de uma vitória norte-americana.
Ele pondera, porém, que a reabertura do estreito de Ormuz e o anúncio do fim do programa nuclear iraniano não bastam para estabelecer uma paz duradoura na região. Segundo Suano, seria preciso mudar a estrutura de poder em Teerã.
“Aí nós temos a seguinte situação: começou uma negociação para ver se chegam a um processo de paz duradoura. Não tem como ter um processo de paz duradoura se não tiver inserida a queda do regime. Isso é ponto pacífico”, avalia.
De acordo com o especialista, a derrubada do regime dos aiatolás envolveria cerca de 30 mil soldados americanos, fato que coloca o presidente dos EUA diante de um impasse. “Certamente ele sofreria um impacto muito grande e o Trump iria receber uma rejeição absurda na sociedade americana”, argumenta.
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