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Naufrágio na Itália tem 155 sobreviventes, diz Acnur

Embarcação transportava imigrantes africanos. Mais de 100 pessoas morreram

Internacional|Do R7

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Bandeira preta com a palavra "vergonha" é colocada no porto de Lampedusa, na Itália, em protesto ao naufrágio de ontem
Bandeira preta com a palavra "vergonha" é colocada no porto de Lampedusa, na Itália, em protesto ao naufrágio de ontem

O número de sobreviventes do naufrágio de uma embarcação ontem no litoral da Lampedusa, na Itália, é de 155 pessoas, segundo informou nesta sexta-feira (4) o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Todos os sobreviventes procedem da Eritréia, exceto um tunisiano que "aparentemente" organizou a travessia dos imigrantes e estava no comando do barco, disse a porta-voz do Acnur, Melissa Flemming.


Entre os sobreviventes há seis mulheres e 40 jovens, entre 14 e 17 anos, que viajavam sozinhos na embarcação que partiu da Líbia para a costa italiana.

Todos eles estão "exaustos" e "em estado de choque", segundo as informações do Acnur. O ministro do Interior italiano, Angelino Alfano, anunciou hoje que 111 corpos foram resgatados do mar, mas advertiu que o número não é definitivo, já que há dezenas de corpos presos na estrutura da embarcação.


Segundo a porta-voz do Acnur, as vítimas fatais ou não sabiam nadar ou ficaram presas na embarcação, que estava "abarrotada de gente".

Os sobreviventes foram levados para um abrigo na ilha. O local já aloja 1.000 imigrantes que chegaram na costa italiana nas últimas semanas.


Durante o a jornada de hoje, a equipe do Acnur que trabalha no local se reunirá com os sobreviventes para ajudá-los no processo de solicitação de asilo.

— Enviamos equipes adicionais nesta manhã de Roma para agilizar o processo e também há psicólogos da Cruz Vermelha para atender as vítimas.


Segundo os depoimentos dos sobreviventes, o barco partiu da Líbia há 13 dias com 500 pessoas a bordo.

— Nos contaram que, quando o motor da embarcação parou, vários navios pesqueiros passaram sem prestar socorro, por isso decidiram atear fogo em roupas e cobertores para que o barco fosse avistado com mais facilidade.

Por causa das chamas, a embarcação foi vista por um navio com turistas que deu o alarme que permitiu que a guarda-costeira italiano iniciasse o resgate.

Cerca de 20 mil pessoas procedentes do continente africano morreram desde 1993 ao tentar chegar na Europa pelo mar, segundo os dados da Organização Mundial das Migrações.

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