Nazarbayev expressa apoio ao governo de união nacional afegão
Internacional|Do R7
Ufa (Rússia), 9 jul (EFE).- O presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, expressou nesta quinta-feira seu apoio ao governo de união nacional do Afeganistão, ao se reunir com o líder afegão, Ashraf Ghani, em meio à cúpula dos Brics realizada na cidade de Ufa, na Rússia. "Em todas as cúpulas internacionais, expressei meu apoio ao Afeganistão. A eleição de Ghani resultou na formação do governo de união nacional e concluiu a saída das tropas da Otan. Ghani começou as negociações com a oposição", disse Nazarbayev ao colega afegão. O líder cazaque, reeleito em abril para outro mandato, enfatizou os históricos laços entre os dois países asiáticos. "Nos preocupamos sinceramente com o Afeganistão, como um país vizinho e irmão. Nossos países ficam na mesma região, e historicamente nossos povos se comunicaram, fizeram comércio e tiveram relações políticas", ressaltou Nazarbayev, após dizer que o Afeganistão percorreu um difícil caminho nos últimos anos. O presidente cazaque lembrou que seu país ajudou o Afeganistão na medida do possível com envios de ajuda humanitária, cooperação na construção de colégios, estradas e hospitais, e capacitação de especialistas. "Acho que o mais importante é formar jovens especialistas. Nos comprometemos a formar a jovens cidadãos do Afeganistão, dar uma profissão a eles. O primeiro grupo de estudantes já voltou e todos trabalham em seu país", falou a Ghani. O líder afegão agradeceu a Nazarbayev pela formação de especialistas e pela ajuda para atenuar as consequências das catástrofes naturais que atingiram o Afeganistão. Os dois líderes conversaram durante a reunião sobre a cooperação bilateral no âmbitos político, econômico, comercial, cultural e humanitário. Também repassaram os assuntos da atualidade internacional e da colaboração entre os dois países em diferentes organizações regionais e internacionais. Além disso, Ghani entregou a Nazarbayev a medalha Ghazi Amanullah Khan, uma das mais altas honrarias afegãs. EFE aep-vh/vnm/id










