Nicolás Maduro desembarca no Brasil nesta quinta-feira para fortalecer elos com Mercosul
Presidente da Venezuela realiza sua primeira viagem internacional em meio à crise no país
Internacional|Carolina Martins, do R7, em Brasília

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chega ao Brasil nesta quinta-feira (9), em sua primeira visita oficial ao País como sucessor de Hugo Chávez. Depois de vencer as eleições venezuelanas no dia 14 de abril, essa é a primeira viagem internacional do presidente.
Maduro escolheu como destinos os países vizinhos que compõem o Mercosul. Antes do Brasil, ele passou pelo Uruguai e pela Argentina. O Paraguai, suspenso do bloco desde que o presidente Fernando Lugo foi cassado, em junho do ano passado, ficou fora do roteiro do líder bolivariano.
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A Venezuela é o mais recente integrante do Mercosul. Sua entrada foi confirmada sem a participação do Paraguai na decisão, que já estava suspenso. Os paraguaios eram os únicos a apresentar resistência à entrada venezuelana por condenar o governo chavista.
Em sua passagem pelo Uruguai, no início da semana, Maduro enfatizou a importância da união “integral” do Mercosul. Nesta quarta-feira (8), o presidente venezuelano esteve na Argentina e também defendeu o apoio entre os países para construir uma “grande nação”.
O tom do discurso de Maduro deve ser mantido durante seu encontro com a presidente Dilma Rousseff nesta quinta-feira em Brasília, marcado para às 15h. No dia 28 de junho, a Venezuela assume a presidência pro-tempore do Mercosul.
O objetivo da maratona de visitas é justamente estreitar os laços com os países vizinhos para barrar qualquer eventual resistência do Paraguai, quando o país for reintegrado ao Mercosul.
A estratégia tem dado certo. Nos bastidores, a informação é de que o Paraguai tem sido pressionado a aprovar a entrada da Venezuela no bloco se quiser ser reincorporado ao Mercosul.
Quando foi suspenso, a condição para voltar a integrar o bloco era eleger democraticamente um presidente. No dia 22 de abril, o empresário Horacio Cortes venceu as eleições no Paraguai.
Crise
O Brasil sempre apoiou o governo de Chávez e também foi um dos primeiros países a reconhecer Nicolás Maduro com presidente da Venezuela. No entanto, mesmo dentro do país, o líder bolivariano enfrenta resistência.
Nesta terça-feira (7), a oposição ao governo de Maduro ingressou com mais um recurso junto a Suprema Corte para tentar anular as eleições. Eles pedem a impugnação parcial de 2,3 milhões de votos, alegando irregularidades.
O recurso soma-se a outro pedido que pede a repetição de todo o processo eleitoral.
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