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Nobel premia três trajetórias dedicadas a prever a evolução dos preços

Internacional|Do R7

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Berlim, 14 out (EFE).- A busca por prever o curso futuro dos preços de ações, bônus e bens imóveis marcou a carreira dos três americanos agraciados nesta segunda-feira com o Nobel de Economia. Eugene F. Fama, nascido em Boston em 1939, é conhecido como "o pai das finanças modernas" por sua dedicação à pesquisa de mercados e por sua tentativa de levar o rigor científico e empírico ao campo da gestão de investimentos. Grande parte dos estudos deste professor emérito da Universidade de Chicago se centram na "relação entre risco e lucro e nas consequências da gestão de uma carteira de investimentos", afirma a página eletrônica da faculdade. O premiado, pai de quatro filhos e avô de dez netos, formou-se na Universidade de Tufts, em 1960, e completou doutorado quatro anos depois na Universidade de Chicago. Fama é além disso um autor e pesquisador prolífico, que escreveu dois livros e publicou mais de cem artigos em revistas acadêmicas, sendo um dos economistas teóricos mais citados. Também é membro da Associação de Finanças Americana, da Sociedade Econométrica dos Estados Unidos e da Academia Americana das Artes e Ciências, assim como editor da revista acadêmica "Journal of Financial Economics". Além disso, Fama é fã de windsurf, golfe e ópera e diretor e analista da empresa de consultoria financeira Dimensional Fund, que assessora empresas que administram ativos de mais de US$ 251 milhões. O professor recebeu vários prêmios, entre os quais se destacam o prêmio de inovação Fred Arditti 2007. Lars Peter Hansen, por sua parte, nasceu em Illinois, em 1952, e é professor emérito de economia da Universidade de Chicago e conhecido por suas contribuições à macroeconomia e concretamente às relações entre a economia real e financeira. Sua obra explora as "implicações formais dos modelos de economia dinâmica nos quais quem toma decisões se depara com um entorno de incerteza", explica o site do especialista. Hansen dirige o Instituto Becker Friedman, dedicado à pesquisa econômica, preside o Conselho de Pesquisa e foi um dos principais impulsores do Instituto Milton Friedman. Em 2010, o acadêmico foi agraciado com o prêmio da Fundação BBVA Fronteiras do Conhecimento em Economia e Finanças por suas "contribuições fundamentais para a compreensão de como os atores econômicos se deparam com um entorno em transformação e de risco". Hansen é membro da Academia Nacional das Ciências dos Estados Unidos, da Associação das Finanças Americana, da Academia Americana das Artes e Ciências e da Sociedade Econométrica, da qual foi presidente. Por último, Robert Shiller, nascido em 1946 em Detroit, é professor de economia na Universidade de Yale, formou-se na Universidade de Michigan, em 1967, e fez doutorado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Sua obra abrange desde o estudo dos mercados financeiros até a inovação financeira, passando pela economia comportamental, a macroeconomia, a análise do mercado imobiliário, a aplicação de métodos estatísticos, assim como a influência da opinião pública na economia. Schiller é autor, além disso, de um índice de preços de imóveis empregado nos Estados Unidos e de vários livros. O premiado escreve regularmente uma coluna intitulada "Finanças para o século XXI" para o coletivo "Project Syndicate", que depois é reproduzida em meios de comunicação de todo o mundo, e outra chamada "Visão econômica" no jornal americano "The New York Times". EFE jpm/dk (foto)

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