Nova manhã de protestos deixa sete capitais sem ônibus
Internacional|Do R7
Rio de Janeiro, 30 ago (EFE).- O novo dia de protestos promovido pelas centrais sindicais para reivindicar melhoras nas condições de trabalho deixou nesta sexta-feira temporariamente sem ônibus públicos a pelo menos sete cidades capitais e bloqueou estradas, informaram fontes sindicais. O "Dia Nacional de Manifestação e Luta" é uma continuação da jornada de protestos organizada pelas mesmas centrais sindicais em 11 de julho, quando houve marchas e diversos atos, mas não paralisações de empresas. A nova jornada de protestos foi convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela Força Sindical, e recebeu o apoio da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), da Nova Central Sindical e da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas). Ao contrário dos protestos por melhores serviços públicos e contra a corrupção de junho, as manifestações sindicais tem uma pauta específica. As principais reivindicações dos sindicatos são a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a modificação de uma lei que reduz as pensões dos que se aposentam cedo e o pedido para que se arquive um projeto de lei que permita às empresas ampliar o número de trabalhadores tercerizados. Alguns sindicatos também reivindicam medidas para reduzir a inflação, que consideram a principal preocupação dos trabalhadores atualmente, e exigem maiores investimentos públicos em educação, saúde e transporte. A jornada de lutas, no entanto, divide os próprios sindicalistas entre os que pedem apoio à presidente Dilma Rousseff e os que acusam o governo de não atender às reivindicações dos trabalhadores. A nova jornada de protestos começou nesta sexta-feira com a paralisação das linhas de ônibus em pelo menos sete capitais, mas o serviço se normalizou na maioria das cidades ao longo da manhã. Também foram registrados bloqueios de importantes vias nos estados da Bahia, Ceará e Maranhão, e o fechamento de estradas de São Paulo e Minas Gerais. Vários grupos de manifestantes, a maioria de funcionários de fábricas de automóveis, bloquearam os acessos ao litoral de São Paulo, incluindo ao Porto de Santos, assim como a estrada entre Belo Horizonte e Betim - cidade onde fica a principal fábrica da Fiat no país. Os bancos de várias cidades abriram suas agências com pelo menos uma hora de atraso devido à adesão dos funcionários do setor financeiro à mobilização. A Força Sindical prevê para esta sexta-feira atos em 23 dos 27 estados do Brasil, sendo os principais uma concentração de trabalhadores no centro de São Paulo e uma manifestação à tarde no centro do Rio. EFE cm/tr












