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Nova série de atentados deixa mais de 40 mortos e 140 feridos no Iraque

Governo não consegue conter a mais grave onda de violência no país desde 2008

Internacional|Do R7

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Mais de 10 ataques foram registrados, vários deles com carros-bomba
Mais de 10 ataques foram registrados, vários deles com carros-bomba

Pelo menos 40 pessoas morreram e 140 ficaram feridas em uma série de atentados com bombas nesta quarta-feira (28) em vários bairros xiitas de Bagdá.

Os ataques aconteceram durante a manhã, em um momento de muito movimento nas ruas, mas o balanço pode ser maior, segundo fonte médicas e policiais.


Mais de 10 ataques foram registrados, vários deles com carros-bomba e dois atentados suicidas, principalmente em áreas xiitas da cidade.

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Os atentados aconteceram apesar das grandes medidas de seguranças divulgadas pelo governo, criticado nas últimas semanas por sua incapacidade de conter a mais grave onda de violência no Iraque desde 2008.


O ataque mais violento aconteceu no bairro de Jisr al-Diyala, sudeste de Bagdá, onde duas explosões deixaram pelo menos sete mortos e 21 feridos.

Um homem-bomba detonou a carga explosiva em um mercado do bairro de Kadhimiyah e matou três pessoas.


Em Mahmoudiya, 30 km ao sul de Bagdá, um carro-bomba explodiu em um posto policial e também matou três pessoas.

Em Madain, também ao sul da capital, uma bomba matou quatro pessoas. Um carro-bomba fez quatro vítimas fatais em Jadida, mesmo balanço de um ataque em Shaab, bairro ao norte de Bagdá.

"Somos pessoas pobres. Todos os nossos bens ficaram queimados e nossa casa desabou", lamentou Marwa, uma jovem de 18 anos, moradora de Shaab.

Os ataques também afetaram outros grandes bairros xiitas como Kadhimiyah e Sadr City.

Nenhum grupo reivindicou os ataques, mas os atentados geralmente são cometidos por militantes sunitas vinculados à Al Qaeda que consideram os muçulmanos xiitas apóstatas.

O Iraque está retornando ao nível de violência registrado em 2008, quando saía de uma guerra civil entre xiitas e sunitas.

Desde o início de 2013, mais de 3.700 pessoas morreram em atentados, segundo um balanço da AFP com base em dados de fontes médicas e das forças de segurança.

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