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Novo foguete é lançado de Gaza contra Tel Aviv, mas cai no mar

Mais de mil ataques foram realizados em três dias de conflito

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Tropas israelenses se aproximam da fronteira com a Faixa de Gaza
Tropas israelenses se aproximam da fronteira com a Faixa de Gaza

Um foguete disparado a partir da Faixa de Gaza nesta sexta-feira (16) caiu no mar perto de Tel Aviv, a maior cidade israelense.

Esse foi mais um dos ataques realizados pelas milícias islâmicas em Gaza contra o centro econômico e geográfico de Israel. Na quinta-feira, outros dois foguetes caíram no mar Mediterrâneo, que margeia Tel Aviv.


O artefato caiu a 200 m da beira-mar, onde está localizada a embaixada dos Estados Unidos. Jamais um projétil de Gaza tinha caído tão longe em território israelense.

Ao menos 26 pessoas já morreram desde o início da operação Pilar Defensivo, na quarta-feira (14), quando Israel matou Ahmed Jaabari, chefe do braço militar do Hamas, grupo que governa a Faixa de Gaza. A maioria das mortes ocorreu do lado palestino.


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Neste período, mais de 550 foguetes foram disparados de Gaza contra Israel, segundo o Exército israelense. Desse total, 330 caíram em solo israelense, enquanto 180 foram interceptados pelo Domo de Ferro, o sistema antiaéreo israelense, um dos mais eficazes do mundo.

No lado israelense já são três mortes, ocorridas em um ataque contra a cidade Kiryat Malachi, que deixou outros 16 feridos, segundo a agência de notícias France Presse.


Um foguete atingiu Rishon Lezion, cidade de 300 mil habitantes a cerca de 12 km de Tel Aviv. Outro caiu em Holon, cidade a 13 km de Tel Aviv. Não houve vítimas nessas áreas.

Atingir Tel Aviv é considerado fundamental pelos grupos islâmicos, já que essa é a maior cidade israelense, com 3 milhões de habitantes em sua região metropolitana, além de ser o centro geográfico e econômico do país.

Hoje, três israelenses ficaram feridos após foguete cair em escritório do governo em Ashkelon, cidade localizada a apenas 17 km da Faixa de Gaza.

Escalada de mortes do lado palestino

Na Faixa de Gaza, ao menos 23 pessoas já morreram em três dias de combates. Nesse período, o Exército israelense informa já ter atingido mais de 500 alvos do lado palestino.

Além das mortes, ao menos 235 palestinos ficaram feridos, segundo fontes do Hamas e de hospitais.

Enquanto os combates continuam entre os dois lados, Israel começa a mobilizar 16 mil reservistas e diz estar pronto para expandir suas operações contra os palestinos na Faixa de Gaza.

Vários países ocidentais, incluindo os Estados Unidos e a Alemanha, apelaram ao Egito, liderado pela Irmandade Muçulmana, movimento que deu origem ao Hamas no poder em Gaza, para usar a sua influência para acalmar a situação.

O Hamas, que é considerado uma organização terrorista por países como Canadá, EUA, Israel e parte da União Europeia, administra completamente a Faixa de Gaza desde 2007, após uma breve guerra civil com outro grupo palestino, o Fatah.

O Fatah, do presidente palestino Mahmoud Abbas, comanda atualmente a ANP (Autoridade Nacional Palestina), que administra os territórios palestinos na Cisjordânia. O Fatah também comanda a OLP (Organização para Libertação da Palestina), que representa os interesses palestinos em instituições internacionais.

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