Número de mortos em naufrágio nas Filipinas já chega a 71
Internacional|Do R7
Manila, 21 ago (EFE).- As autoridades filipinas elevaram nesta quarta-feira para 71 o número de mortos no naufrágio de uma embarcação de passageiros que se chocou na sexta-feira passada com um navio mercante na região central do arquipélago. As equipes de resgate perderam quase toda esperança de encontrar com vida as 49 pessoas que continuam desaparecidas desde o acidente ocorrido em águas da cidade de Talisay, na província de Cebu. O Conselho Nacional de Gestão e Prevenção de Desastres já identificou 33 das vítimas. O ferry, que viajava com cerca 870 pessoas a bordo e se dirigia ao porto de Talisay, demorou poucos minutos para afundar após colidir com a embarcação mercante, que ia em direção contrária. Os navios tiveram que manobrar para evitar um choque de frente. As autoridades estão investigando as causas do acidente e os possíveis culpados, embora, segundo aponta o relatório preliminar, foi o navio mercante que se chocou com a parte traseira do ferry. O cargueiro, que se dirigia à província de Davao, sofreu danos no casco, embora não tenha afundado e seus 36 tripulantes não ficaram feridos. Aproximadamente 750 passageiros da embarcação de passageiros foram resgatados. Após o naufrágio, segui-se um desastre ambiental quando o combustível do ferry vazou, o que poluiu o mar de várias localidades de Cebu, popular por suas praias e zonas de mergulho. A província declarou estado de calamidade, especialmente na cidade de Cordova, onde os pescadores temem por seu meio de vida. A empresa proprietária da embarcação conta com um histórico de graves acidentes marítimos, incluído o naufrágio em 1987 de um barco que terminou com 4.317 pessoas mortas, o maior acidente da história da navegação comercial (no Titanic morreram 1.517 pessoas). Dezenas de pessoas morrem a cada ano em acidentes no mar nas Filipinas, a maioria em naufrágios causados pelo mau tempo, descumprimento das normas de segurança, falta de manutenção ou sobrecarga das embarcações. EFE fil/dk












