Núncio da Venezuela é nomeado novo Secretário de Estado do Vaticano
Internacional|Do R7
Cidade do Vaticano, 31 ago (EFE).- O papa Francisco nomeou neste sábado o atual núncio da Venezuela, o italiano Pietro Parolin, de 58 anos, como novo Secretário de Estado do Vaticano, para o lugar de Tarcisio Bertone. Trata-se de um das nomeações mais esperadas neste início de pontificado do papa argentino, já que a imagem de Bertone, de 78 anos, tinha ficado manchada por causa do escândalo de vazamento de documentos vaticanos nos quais era acusado de má gestão e de abuso de poder. Em nota oficial, o escritório de imprensa do Vaticano comunicou que o papa aceitou a renúncia daquele que foi durante muitos anos o braço direito de Bento XVI, mas que ele permanecerá em seu cargo até 15 de outubro, quando Parolin tomará posse. O novo secretário de Estado, um posto que equivale ao de primeiro-ministro da Santa Sé, é um homem especializado em diplomacia vaticana e com experiência na Cúria, já que de 2002 a 2009 foi subsecretário da Seção para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado. Parolin nasceu na cidade de Schiavon, na região do Vêneto, no norte da Itália, em 1955, e foi ordenado sacerdote em 1980. É formado em Direito Canônico, fala italiano, francês, inglês e castelhano, e também prestou serviço nas nunciaturas de Nigéria e México. Bento XVI o nomeou em 2009 núncio na Venezuela. Bertone continuará a ser presidente da Comissão de cardeais que cuida do IOR, o Banco do Vaticano, até ser completado o estudo exigido a esta instituição financeira pelo Moneyval, o órgão do Conselho Europeu que avalia a transparência das entidades. O até agora poderoso secretário de Estado também manterá até completar 80 anos o cargo de Camerlengo, que se ocupa de guiar a Igreja no período de Sé Vacante, ou seja, o que surge após a morte do papa e a eleição de seu sucessor. O Vaticano também comunicou as primeiras palavras do novo secretário de Estado. "Sinto viva a graça desta chamada, que de novo constitui uma surpresa de Deus em minha vida, e sinto toda a responsabilidade desta missão dura e exigente, perante a qual minhas forças são frágeis, e minhas capacidades pobres, por isso confio no amor misericordioso do Senhor", escreveu Parolin. EFE ccg/id












