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O ebola poderia estar chegando à Europa?

Vítima da doença embarcou em vários voos internacionais antes de morrer na Nigéria

Internacional|Do R7

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Patrick Sawyer e sua esposa, Decontee. Ele morreu após contrair o vírus de ebola
Patrick Sawyer e sua esposa, Decontee. Ele morreu após contrair o vírus de ebola

Um dos vírus mais mortais do mundo, o ebola, pode ter voado de vários países afetados pela doença. Os oficiais de saúde pública do Reino Unido enviaram um alerta aos médicos britânicos para que prestassem atenção a qualquer sinal da chegada da doença à Europa, cujos sintomas incluem sangramento dos olhos, nariz e boca.

De acordo com o jornal britânico The Independent, o medo se espalhou após um homem infectado com o vírus ter sido autorizado a voar para um centro de viagens internacional importante.


Médico que lidera luta contra o ebola em Serra Leoa contrai o vírus

Nigéria confirma primeira morte por ebola no país


A morte de Patrick Sawyer em Lagos, na Nigéria, trouxe o temor de que o vírus mortal poderia infectar populações além da África Ocidental. A doença já matou mais de 670 pessoas na Guiné, Libéria e Serra Leoa desde fevereiro.

Sawyer embarcou em vários voos internacionais ao já apresentar sintomas da doença — com o agravante de que sua irmã tinha morrido recentemente, vítima do ebola. Com vômitos e diarreia, ele saiu da Libéria, fez uma parada em Gana, trocou de aeronave em Togo e morreu na Nigéria. Especialistas afirmam que ele pode ter passado o vírus para qualquer um que tivesse se sentado a seu lado ou utilizado o mesmo banheiro do avião.


O professor David Heymann, responsável pelo Centro de Segurança Mundial de Saúde daChatham House, em Londres, e diretor do centro de saúde pública da Inglaterra, disse ao The Independent que o fato de uma vítima do ebola ter sido autorizada a viajar foi um grande erro: “Houve uma falta de cooperação internacional para cumprir as recomendações que evitam que a doença se espalhe”.

“Ao mesmo tempo, é falso dizer que os controladores de fronteira podem evitar que o vírus se espalhe – pessoas podem estar infectadas sem apresentar os sintomas, ou escondê-los para poder viajar”, acrescentou Heymann.


O professor, que trabalhou na África subsaariana durante o primeiro surto de ebola, nos anos 1970 e 1980, disse que essa não seria a primeira vez que o vírus teria alcançado um importante centro de tráfego aéreo internacional.

Heymann, porém, acredita que o Reino Unido estaria preparado para lidar com novas doenças infecciosas. “Os países do Reino Unido e da União Europeia estão em constante alerta, e muitos treinamentos são feitos para que se saiba o que fazer caso o vírus apareça”.

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