Obama anuncia no Afeganistão que em breve decidirá futuro das tropas dos EUA
Internacional|Do R7
Raquel Godos. Washington, 25 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu neste domingo perante as tropas americanas no Afeganistão que em breve tomará uma decisão sobre o número de soldados que permanecerão no país após 2014, em uma viagem surpresa em coincidência com o Memorial Day. O líder americano está considerando diversas opções após o fim da missão da Otan no país asiático. Os últimos soldados serão retirados no final deste ano, mas a Casa Branca já manifestou sua intenção de negociar com Cabul a manutenção de um número de soldados americanos no terreno para treinar e apoiar as forças afegãs. Nesta sua quarta visita ao Afeganistão e a primeira desde que foi reeleito, Obama se reuniu com o general das forças americanas no país, Joseph Dunford, e com o embaixador americano em Cabul, James Cunningham. "Somos conscientes dos sacrifícios que muitos fizeram no Afeganistão. E queria assegurar-me que lembraremos esses sacrifícios que vocês e suas famílias fizeram", disse o presidente perante os oficiais, ao explicar o motivo de sua visita. O presidente também ressaltou o progresso no Afeganistão, sobretudo com as recentes eleições e com a constituição e treinamento das forças armadas afegãs, que assumiram a segurança de seu país no ano passado. "Serei honesto com vocês, foi muito melhor que o que esperava há um ano", disse Obama a respeito das eleições presidenciais no Afeganistão, que ainda estão pendentes de um segundo turno. Depois da reunião com os oficiais que lideram a missão da Otan no Afeganistão (Isaf), Obama se dirigiu a um auditório no qual lhe esperavam cerca de três mil soldados, os quais quis cumprimentar um a um. "A guerra dos Estados Unidos no Afeganistão vai chegar a um final responsável", ressaltou, antes de reiterar que o compromisso do governo americano com o povo afegão continuará de uma ou outra maneira. Estados Unidos e Afeganistão negociam um acordo militar para a permanência de tropas americanas no país asiático após a saída das forças aliadas, mas o governo de Hamid Karzai se nega a assiná-lo. O presidente afegão, que segundo fontes da Casa Branca se recusou a acompanhar Obama na sua visita à base militar, não quis assinar o acordo com o argumento que essa decisão deve ser tomada pelo próximo dirigente do Afeganistão. No entanto, o atraso nos prazos para conseguir um acordo pode reduzir a zero o número de tropas, cujos números oscilaram ao longo dos meses. Em meados de 2010 se chegou ao máximo de tropas enviadas dos EUA, 100 mil, e atualmente há 32.800, segundo dados do Pentágono. A guerra do Afeganistão, que já dura quase 13 anos, deixou mais de dois mil militares americanos mortos. EFE rg/rsd







