Logo R7.com
RecordPlus

Obama assina ordem que dá sinal verde a cortes fiscais de 2013

Presidente dos EUA deve reduzir em cerca de R$ 170 bilhões os gastos públicos

Internacional|Do R7

  • Google News
Barack Obama assinou uma ordem que autoriza o início dos cortes maciços nos gastos públicos
Barack Obama assinou uma ordem que autoriza o início dos cortes maciços nos gastos públicos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou nesta sexta-feira (1) uma ordem que autoriza o início dos cortes maciços nos gastos públicos, no valor de cerca de R$ 170 bilhões (US$ 85 bilhões), a partir desta meia-noite, informou a Casa Branca.

Segundo a ordem assinada por Obama, os cortes ocorrerão de acordo com as quantias calculadas pelo Escritório de Gestão e Orçamento no relatório enviado ao Congresso nesta sexta. Recorrendo à autoridade que lhe concede uma lei orçamentária federal, Obama autorizou os cortes, que são produto de um pacto estipulado em agosto de 2011 pelo Congresso para elevar o teto da dívida, em troca de elaborar um plano para a redução do déficit que não foi alcançado.


Desta forma, o Pentágono sofrerá cortes de 13%, enquanto os programas não relacionados à defesa serão reduzidos em cerca de 9%. No documento de 83 páginas enviado às duas câmaras do Congresso, o Escritório de Gestão e Orçamento adverte que os cortes terão um efeito "profundamente destrutivo para a segurança nacional, os investimentos domésticos e as principais funções do Governo".

O documento também detalha as reduções que serão promovidas em todas as agências e programas federais, inclusive as agências dedicadas à assistência a outros países. Sendo assim, o Corpo de Paz sofrerá nos próximos sete meses uma redução de R$ 38 milhões (US$ 19 milhões), enquanto a Agência Americana para Desenvolvimento Internacional (USAID, em inglês), terá cortes de R$ 600 milhões (US$ 300 milhões).

Além dos cortes em matéria de defesa, o documento assinala, por exemplo, que o Medicare, programa que dá cobertura médica a idosos, aposentados e incapacitados, sofrerá redução de 2%. Segundo especialistas, o pleno impacto dos cortes fiscais — que acontecem depois que a Casa Branca e o Congresso fracassaram nesta sexta-feira em sua última tentativa de evitá-los — será sentido em abril.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.