Por que a China alterou grafia do nome de Marco Rubio para encontro entre Trump e Xi
Secretário de Estado dos EUA passou a ser identificado como ‘Marco Lu’ em registros ligados à viagem
Internacional|Do R7
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Mesmo sob sanções impostas pela China, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, conseguiu entrar no país graças a uma manobra diplomática e linguística adotada por Pequim. O americano acompanhou o presidente, Donald Trump, durante a visita oficial para o encontro com Xi Jinping.
Para viabilizar a viagem, autoridades chinesas alteraram a transliteração do sobrenome de Rubio nos documentos oficiais da visita. A medida permitiu que o secretário de Estado fosse recebido no país sem que as sanções impostas contra ele em 2020 precisassem ser oficialmente suspensas.
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Segundo o jornalista Alan Fisher, da Al Jazeera, a China utilizou um caractere diferente em mandarim para escrever a sílaba “Ru” do sobrenome Rubio. Na prática, o secretário passou a ser identificado como “Marco Lu” em registros ligados à viagem. As sanções seguem válidas em outros contextos.
O governo chinês e a imprensa estatal começaram a adotar a nova grafia pouco antes de Rubio assumir o cargo de secretário de Estado, em janeiro de 2025. Em março, o Ministério das Relações Exteriores da China já havia indicado disposição para flexibilizar as restrições caso ele participasse de uma cúpula ao lado de Trump em Pequim.
Entenda sanções contra Marco Rubio
As sanções impostas por Pequim remontam ao período em que Rubio atuava como senador pela Flórida. Em 2020, o republicano foi punido duas vezes pelo governo chinês após criticar a repressão em Hong Kong — antiga colônia britânica que defende maior autonomia em relação a Pequim — e denunciar supostos abusos contra a minoria uigur em Xinjiang.
Filho de imigrantes cubanos e um dos principais críticos da China no Congresso americano, Rubio também esteve entre os defensores da Lei de Prevenção do Trabalho Forçado Uigur, aprovada pelos Estados Unidos em 2021.
A legislação obriga empresas a comprovarem que produtos importados de Xinjiang não foram fabricados com trabalho forçado. Na época, Rubio afirmou que companhias americanas não poderiam continuar sendo “cúmplices involuntárias” de violações de direitos humanos atribuídas ao governo chinês.
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