Obama condena "espantoso" ataque contra revista francesa
Internacional|Do R7
Washington, 7 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou nesta quarta-feira o "espantoso" ataque contra a sede da revista satírica "Charlie Hebdo" em Paris e ofereceu ajuda à França para levar os "terroristas" responsáveis à Justiça. Em comunicado, o líder americano condenou "energicamente" o massacre, no qual morreram pelo menos 12 pessoas, entre elas o diretor da revista, e acrescentou que "os pensamentos e orações" dos americanos estão com as vítimas e "com o povo da França". A França "é o aliado mais antigo" dos EUA e ambos países estão unidos "na luta contra os terroristas", enfatizou Obama. Pouco antes do comunicado, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, já tinha condenado o incidente em declarações a diversas emissoras de televisão e o classificou como "ato de violência", mas Obama foi além e se referiu diretamente ao massacre como um "ataque terrorista". "Estamos em contato com as autoridades francesas e ordenei minha administração a prestar toda a assistência necessária para ajudar a levar esses terroristas à justiça", ressaltou Obama. De acordo com Earnest, o governo dos EUA está "preparado" para trabalhar com as autoridades francesas na investigação sobre o ataque. O porta-voz ressaltou que ainda não se sabe a identidade dos responsáveis pelo massacre, mas disse que os Estados Unidos estão "muito cientes" da estratégia do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) para recrutar combatentes estrangeiros e depois fazer ataques em seus países de origem. De acordo com Earnest, Obama não planeja por enquanto fazer uma declaração pública sobre o ataque à revista. O ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, disse que todas as forças policiais estão mobilizadas para "neutralizar os três criminosos" que atentaram contra a sede da revista. O jornalista, desenhista e diretor da "Charlie Hebdo", Charb, e três dos principais chargistas da revista, Cabu, Tignous e Wolinski, estão entre as vítimas. A revista satírica já havia sido ameaçada por fundamentalistas por reproduzir caricaturas de Maomé publicadas originalmente pelo jornal dinamarquês "Jyllands-Posten", em 2005. Um dos últimos ataques contra a revista aconteceu em 2013, quando hackers invadiram o site, supostamente por causa da publicação de um caderno especial com uma biografia em história em quadrinhos sobre Maomé. Em setembro de 2012, a revista foi duramente criticada por publicar caricaturas de Maomé, pouco depois de diversos ataques a embaixadas e consulados ocidentais em países muçulmanos pela divulgação de um vídeo crítico ao Islã. EFE mb/vnm












